everybody Vasco em 2016

Rafael Nadal é mais uma grande personalidade mundial a desembarcar no Rio. Rafael Nadal é mais um a ser “agraciado” com uma camisa do Flamengo. De forma impressionante, qualquer caboclo mediamente famoso que pisa no Rio de Janeiro nos últimos anos é obrigado a receber o “manto”.

Tenho duas opiniões distintas acerca disso: A 1a é que tudo o que é demais, enjoa. É um assédio, uma imposição. A 2a é que, seja quem for que organiza ou põe em prática tal ação, está tendo sucesso, pois está ocupando um espaço, chegando nas pessoas e virando notícia. A coisa é tão exagerada que parece realmente que só existe o Flamengo no Rio. O Fluminense deu ao Papa a sua camisa porque o papacóptero pousou nas Laranjeiras. Mas tirando isso, não lembro de tal ação partindo do nosso ou de qualquer outro clube do Rio.

Claro que a imprensa incentiva o queridinho da Gávea. Mas no nosso próximo contrato, seja com que marca for, é fundamental que se pense numa ação mais agressiva de marketing com os visitantes que aqui virão. A Copa será no Brasil, de forma que os fãs de futebol vão querer comprar qualquer camisa de qualquer clube com o qual tenham contato. Então temos de ter estoque – por que não modelos comemorativos? – para vender aos montes durante a copa. A propósito, que camisas venderão em Manaus e Cuiabá? Natal ainda tem clubes mais populares…

Só que vem algo mais importante ainda em 2016. Apesar de não ser um evento de futebol, o Rio será a capital do mundo por meses. Estrangeiros do mundo inteiro têm de sair do Rio vestindo camisas do Vasco, apaixonados pela história do Vasco. É uma chance única de exposição do clube. Tenho certeza de que Nike, Umbro, Kappa já viram isso. Mas o Vasco, não. Isso tem de ser levado em consideração neste próximo contrato. Com um trabalho bem feito e com camisas (material) bonitas, o fornecedor vai explodir de vender. E nossa marca vai junto. E isso é dinheiro. A marca que vestir o Vasco em 2016 estará vestindo a mais bela história futebolística do Rio. Pode explodir de ganhar dinheiro. Mas temos de ter um plano pra isso. 2014 passou. Time rebaixado, fim de mandato, fim de contrato com o fornecedor. Tudo errado. Vem nova chance à frente. A maior chance de todos os tempos. Não podemos deixar isso passar em branco. Faltar camisa em São Januário, como todos nós já vimos. Alguém já pensou nisso?

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Ainda sobre as camisas, vimos essa semana a Alemanha trocar o verde do seu segundo uniforme por um surreal e horroroso vermelho e preto. A Alemanha não teve nada com isso. Claro, foi obra da Adidas que, fornecedora do Flamengo, arrumou uma forma, esperta, diga-se de passagem, de vender muito a 2a camisa (horrorosa) de uma seleção e conseguir mídia pra ela Adidas e, por tabela, pra Alemanha e pro império do mal. Eis um exemplo cabal de como ter um fornecedor local, como a Penalty, nos restringe ao mercado interno. E com uma rede de distribuição pífia. Existem lojas da Adidas e da Nike mundo afora. Kappa e Umbro nem tanto. Vi camisa do Fluminense a venda em Orlando, ano passado (o Flamengo não era Adidas ainda). Vasco, Penalty fora do Brasil? Forget it.

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Esses dois pequenos exemplos mostram como a escolha do nosso fornecedor de uniformes é uma decisão a ser tomada pensando globalmente, na marca Vasco para o mundo. É uma oportunidade única para este fornecedor ter um clube como o Vasco com os jogos olímpicos sendo disputados no Rio de Janeiro. Os fornecedores já sabem disso. Será que o Vasco sabe? Será que esta diretoria sabe e vai lucrar imediatamente com isso antecipando ganhos?

Olho vivo!

Abraços

Zeh