Escapou dessa, hein, Flu…

Acabaram há pouco os primeiros 90 minutos da decisão da vaga na final e não é exagero afirmar que o Fluminense saiu num baita lucro. Foi dominado na maior parte do jogo, levou duas bolas na trave e teve dois pênaltis ignorados pelo péssimo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. A postura ofensiva do Vasco não impediu que o time marcasse bem, mas apagou a atuação de Douglas, pouco visto em campo.

Sem uma grande atuação do articulador de jogadas, o Vasco sofreu com alguns apagões – em um deles, levou o gol. Mas a estrela de Adilson Batista brilhou e ele tirou do banco os três jogadores que fizeram a jogada do empate, Fellipe Bastos, Diego Renan e Thalles. Um gol de centroavante raçudo, aliás, pois o garoto viu que enquanto a bola está em jogo, tem de conferir.

vasco

Mas como sem sorte não se chupa nem um Chicabon, já dizia o ilustre tricolor Nelson Rodrigues, tanto Vasco quanto Fluminense chegam vivos domingo, em busca da vaga na final contra o time preferido da Rede Globo e da Flapress, entes tão próximos que parecem a Hidra de Lerna – que, de certa forma, vive em um pântano semelhante ao do animal mitológico…

O jogo de domingo promete ainda mais emoção, pois o Vasco vai precisar ser ainda mais ofensivo, sem descuidar da marcação da excelente dupla de ataque Walter e Fred. Por sorte, a expulsão de Jean deve criar um problema para Renato Gaúcho montar seu time, se o seu principal auxiliar, o dr. Mário Bittencourt, não conseguir descolar um efeito suspensivo, liminar ou coisa que o valha.

A lamentar no clássico, apenas, a atuação covarde da arbitragem. Wagner do Nascimento Magalhães caiu na conversa mole de Fred o tempo todo, ignorou o pênalti claro de Gum em Rodrigo, aos 4 minutos, no lance da primeira bola na trave que o Vasco meteu, em cobrança de falta de Douglas, fingiu que não viu Everton Costa ter a camisa puxada dentro da área, não marcou faltas duras de Diguinho… Aliás, vê-se que uma arbitragem fui ruim quando Diguinho e Fred terminam o jogo sem cartão, um pelas pancadas que distribui, o outro pela mania que tem de ser conselheiro do juiz.

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Seis momentos ridículos do jogo:

1) O patrocínio do Guaraná Tron descolando da camisa do Vasco. Nem um silk competente estes caras conseguem arrumar…

2) O Vasco ir a campo com dois uniformes diferentes… Já deu, né, Penalty…

3) A torcida do Fluminense gritando “ão, ão, ão, segunda divisão”. Para um time que deve a série B desde 2000 e que já passeou pela Terceira Divisão, é um pouco demais querer tirar sarro com isso…

4) A coletiva de Renato Gaúcho reclamando da arbitragem e pedindo expulsões. Ele não deve ter visto a atuação de Gum e Diguinho. Se viu, é um brincalhão…

5) O público inferior a 13 mil presentes e 10 mil pagantes

6) O jogo ser disputado na quinta, para encaixar o Flamengo na noite de quarta…

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Esta coluna foi escrita enquanto eu apreciava um Romeo e Julieta “Regalias de Londres”, pois como sou eu que pago, só compro o que posso. Mas tem gente que prefere Cohiba, principalmente se for financiado pelo Vasco.