Erick Daltro

Felipe Seymour, Bruno Ferreira, Jackson Caucaia, Daniel Rozen, Erick Luis, Victor Bolt…

Foto: Vinicius Gonçalves/Vasco.com.br

Foto: Vinicius Gonçalves/Vasco.com.br

Erick Fernando Brandão Daltro foi lateral do Vasco por cerca de seis meses. Não atuou por um minuto sequer e já foi embora para o XV de Piracicaba.

Passei boa parte da noite de ontem tentando garimpar na internet a seguinte informação:

A quem pertence o “passe” ou “direitos federativos” de Erick Daltro? A que “empresário”, “grupo de investimentos” “agente”?

Não consegui encontrar.

Essa informação, oculta, ignorada solene e propositalmente pela imprensa e desconhecida do torcedor, esclareceria muitas de nossas dúvidas. Imagine, por exemplo: O Vasco anunciou hoje a chegada de Jéferson, ex-jogador do clube em 2008. O passe de Jéferson pertence ao empresário Fulano de Tal e o empresário já possui os seguintes jogadores em São Januário: Beltrano e Sicrano.

Ai, num momento de barata-voa como esse, a gente entenderia claramente o porquê de nenhum garoto da promissora base do Vasco jogar, o porquê de certos nomes egressos da quase aposentadoria baixarem em São Januário… O quadro se montaria.

Infelizmente são esses interesses que certamente prevalecem ao critério técnico. Não tenho dúvidas também que esse fator influi até na escalação dos times. Por que Fulano improvisado ao invés do Beltrano, seu reserva imediato? Porque interessa ao empresário detentor do passe. Talvez ao dirigente também. E ao técnico.

Isso certamente ocorre em praticamente todos os times do país, de forma mais branda ou praticamente dominando o departamento de futebol do clube – divisões inferiores principalmente – como um poder paralelo. Fatores como a transparência da administração vigente no clube e a situação do time no campeonato são preponderantes para a farra aumentar.

Faça o exercício de se imaginar empresário de jogador de futebol, com uns cinco ou seis encostados na mão. Você não iria ligar para o Vasco da Gama para oferecer seus craques? E se tivesse um bom jogador de verdade disponível no seu plantel, não iria querer empurrar mais uns dois ou três de contrapeso? Pois é.

Então, hoje, só nos resta rezar pelos onze que vão entrar em campo e pelo gênio que os comanda da lateral do campo. Certamente alguns deles não estão ali por méritos e não são dignos de vestirem a camisa do Vasco. Mas foram plantados ali. E, por enquanto, é com eles que a gente vai. Discutir sua utilidade é, infelizmente, inútil.

Pra começar a acabar com isso, bastaria a CBF (HA!) acrescentar essa informação no BID. Ou algum clube corajosamente expôr essa lista. Certamente o Vasco de hoje seria um dos últimos a fazê-lo.

Infelizmente, acredito mais no Papai Noel e no Coelhinho da Páscoa.

Panorama Vascaíno

Foto: Vinicius Gonçalves/Vasco.com.br