Enquanto houver um coração infantil…

Acreditar, eu não, recomeçar jamais…Os versos iniciais deste clássico da imperiana e americana dona Yvone Lara não cabem no dicionário cruzmaltino.  Hoje, em mais um jogo emocionante do início ao fim, eis que acontece o imponderável: o pior jogador em campo aparece desmarcado e decreta uma virada improvável e histórica. Aliás mais uma, pois o Vasco possui a alcunha de time das viradas. E a de hoje por 3 a 2 sobre os flores se tornou mais uma dessas viradas que serão lembradas daqui a 20, 30 anos, Como a de 1976, contra o Botafogo, com o gol antológico de Dinamite, o gol do lençol; ou a da Mercosul de 2000, ao virar um 3 a 0 para 4 a 3.  E hoje mais uma.  Quem diria…

Foi um jogo emocionante e corrido do início ao fim.  Chances perdidas de ambos os lados. Vencemos uma equipe que vinha há 9 jogos sem perder, que tinha tomado poucos gols, hoje tomou 3 de uma vez só. Ou seja, poderia dar qualquer resultado.  No todo, o time cruzmaltino jogou melhor, teve mais domínio e mereceu o resultado, embora este tinha vindo por linhas tortas.  O primeiro tempo começou com a nossa equipe marcando alto e sufocando o time tricolor. Riascos teve duas chances, mas chutou para fora. De tanto tentar, principalmente com Yago Pikachu comandando a equipe cruzmaltina, saiu o primeiro gol aos 29 minutos em boa jogada de Pikachu que cortou Gilberto e cruzou para a área tricolor; Renato Chaves rebate mal e a bola sobra para Giovani Augusto tocar de chapa entre as pernas de Julio Cesar, inaugurando o placar do jogo. Mas o Fluminense se recupera após alguns minutos desnorteado e chega ao empate aos 40 do primeiro tempo; bola com o lateral Gilberto,que passa fácil por Fabrício e cruza para Pedro que ganha de Erazo e empata o jogo. A primeiras das muitas lambanças do lateral Fabricio. Após o empate, o jogo esfriou um pouco e se arrastou até o final do primeiro tempo.

 

O segundo tempo começou como o primeiro, com muita transpiração e correria. E logo aos 10 minutos saída de bola errada em nossa defesa e Rafael Galhardo derruma Sornoza.  Este cobra a falta e a bola bate na trave e entra, passando no meio da barreira, entre Erazo e Fabrício, decretando a primeira virada.  Cansado dos erros seguidos de sua equipe, Zé Ricardo resolve colocar aquele que foi o protagonista dessa grande virada: Paulinho, no lugar do inoperante Wagner. E eis que ele abre seu espetáculo, com dribles desconcertantes. Até que aos 30 minuto, ele não desperdiça: ele dribla um contrário e chuta uma bola venenosa do meio da rua, Golaço e jogo empatado em 2 a 2.  Mas vinha mais. Após empatar o jogo, o Vasco decide colocar mais gente no ataque.  E com isso, encurrala o tricolor em seu próprio campo, fazendo com que alguma boas com que chances empilhassem.  E em uma delas, Paulinho tentou o gol similar, mas bola foi para a linha de fundo…E de tanto pressionar, fomos recompensados exatamente no último minuto e com um herói improvável: Fabricio, lateral esquerdo.  Aos 39 minutos, Andrés Rios que fez boa partida chuta da ponta direita uma pancada e Julio Cesar defende e Riascos perde a sobra; aos 42 minutos, Paulinho chuta novamente de fora da área e Julio Cesar espalma para escanteio.  Quando parecia que Julio Cesar havia fecchado o gol tricolor, no último minuto, acontece o improvável, o imponderável: bola lançada por Desábato no meio da postada defesa tricolor; Andrés Rios ganha pelo alto, Riascos também ganha pelo alto e a bola sobra para Fabricio, livre na ponta esquerda acertar um belo chute de canhota cruzado e de rara felicidade, decretando a nossa virada pr 3 a 2. Após o gol, dada nova saída, os flores tivera um escanteio  e… FIM. Estamos classificados para a final do Estadual 2018.  Que virada e que sufoco. E sequer poderíamos imaginar que nosso lateral Fabrício, então um zero à esquerda na partida, se transformaria no herói de nossa classificação.  Coisas do futebol

Agora, é nos concentrarmos, pois domingo já começa a final contra o incrível Botafogo de Alberto Valentim que derrubou os mulambos.  Como teremos o jogo de nossa vida, quarta contra a raposa em BH, poderia a equipe cruzmaltina até usar um time misto nesse primeiro jogo e entrar com o titular no segundo jogo. Afinal, estadual tem todo o ano; mas Libertadores não é sempre.  A conferir.  E o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amor.  Acreditar sempre. E para cima de nossos irmãos alvinegros. Vamos buscar o título.