Empate clichê.

A palavra clichê, segundo o dicionário, é uma expressão idiomática que de tão utilizada, se torna previsível. O empate de hoje entre Vasco e Botafogo foi assim: um clichê.

Previsível.

Mas há outros… Meu pai sempre disse que no futebol não há injustiça. Clichê, mas eu concordo com ele. Talvez por isso esse esporte me fascine tanto.

Mas convenhamos… Qualquer um que viu o jogo de hoje, e/ou que teve a curiosidade de ver o “scout” do jogo, vai chegar a conclusão que se essa tal de “justiça” existisse no futebol, o Vasco deveria ter saído vencedor.

Outro clichê é dizer que foi um empate com sabor de derrota, pois é assim se que sente a torcida do time que ganhava o jogo e sofre o empate no fim… no apagar das luzes… Saí assim de São Januário hoje. Com “gosto de cabo de guarda chuva na boca”… Mais um!

Controlamos bem todo o jogo e salvo uma besteira ou outra de nossa dupla de zaga (que lástima de partida de Luan e Rodrigo hoje!), Martín Silva foi um espectador privilegiado do jogo (opa! Outro clichê!!)

Depois do nosso gol,  tivemos pelo menos duas chances claras de liquidar a fatura.

Mas graças a “caixinha de surpresas” que é o futebol (outro!!), uma falta muito bem batida e o Botafogo empatou aos 42 minutos do segundo tempo.

Não havia tempo para mais nada.

O resultado não muda absolutamente nada no campeonato, mas algumas coisas precisam ser corrigidas pelo Jorginho.

Por exemplo, Nenê hoje foi uma figura apagada. Muito bem marcado, insistiu em tentar jogadas individuais, em sempre tentar o drible ao passe. Apareceu um pouco mais no fim do jogo quando o adversário já estava cansado e a marcação sobre ele afrouxou. Precisamos depender menos dele. Não é sempre que estará inspirado.

Falta apenas mais um jogo nesse campeonato fraquíssimo, desinteressante e com uma fórmula de disputa que piora ainda mais a situação: uma primeira fase classificatória que os grandes não precisavam passar, sem qualquer vantagem para a fase seguinte. Ruim demais.

Que venha logo a segunda fase que é a que vale alguma coisa. (clichê…?)

Não gosto muito de tecer críticas à imprensa. Sei lá… Acho que eles tem o direito de escrever e falar o que quiser. Não gosta? Troque de canal, mude de estação…

Mas não posso deixar de comentar o que ouvi na Rádio Globo hoje voltando do estádio. Heraldo Leite, mesmo dizendo que o Vasco foi melhor, ao votar no “craque do jogo”, exaltou o zagueiro botafoguense que nada mais fez do que distribuir botinadas e ser feliz numa única falta. Pior fez o Dé (o “Aranha”), elegeu como “craque do jogo” o volante Airton!! Meu Deus!!!

O cara com 5 segundo de jogo já deu uma entrada desclassificante no Nenê. Passou o jogo distribuindo botinada a torto e a direito, sob o olhar complacente do árbitro que nada fazia. E na rádio eles ainda ressaltaram que ele, o “craque” Airton recebeu mais faltas do que cometeu…

Ora… Na verdade o árbitro marcou muito menos faltas dele do que deveria!

Volto a insistir: o no máximo “esforçado” Botafogo, foi dominado na maior parte do jogo e quase nunca ameaçou. Conseguiu o empate numa felicidade raríssima do zagueiro que dificilmente será repetida.

Enfim… Troquei de estação.

Foto da capa: André Durão – publicada no sítio Globo.com, em 28/02/2016.