Elas estão descontroladas

O carnaval já foi, a Copa é o caminho mas uma certeza ficou: elas estão descontroladas.

As viúvas de Zico.

Publicou o senhor Renato Maurício Prado em seu jornal oficial:

“Despeito

A turma do arco-íris vibra e faz piadas porque a Imperatriz Leopoldinense, que teve Zico como tema de seu desfile, ficou apenas em quinto lugar na disputa entre as escolas de samba do Rio de Janeiro,
Quanta mágoa… As centenas de gols e os inúmeros títulos do Galinho, no Flamengo, devem estar doendo na alma dessa galera até hoje! E olha que já se passaram cerca de 30 anos…”

Não há dúvidas de que Zico foi um grande craque. O problema está nas hipérboles que a FlaPress cria a seu respeito, tentando mitificá-lo como se tivesse sido maior do que Pelé. Ou Garrincha. Ou Didi. Ou Tostão. Ou Rivelino. Ou Gérson. Ou Sócrates. Ou Romário. Ou trocentos outros.

Essa obsessão hiperbólica chegou às raias da loucura nos últimos dias, quando ficou evidente a torcida descarada da emissora flapressiana para que a Imperatriz Leopoldinense ficasse de “igual para igual” na disputa do Carnaval 2014. O resultado todos sabem.

Impressionante a tentativa de manipulação da opinião pública. Mas não inédita, óbvio.

Durante a chamada “era Zico”, o Vasco foi campeão em 1974, 1977, 1982, 1987 e 1988. O Fluminense foi campeão em 1973, 1975, 1976, 1980 e 1985. O Botafogo foi campeão em 1989 e também o grande protagonista nas quartas de final do Brasileiro de 1981, dando uma chinelada no futuro campeão do mundo. Pelo Vasco, Zandonaide brilhou.

Qual é o problema da brilhante carreira de Zico ter sido marcada também por vários insucessos – e vice-campeonatos – contra os grandes rivais locais?

Mais uma vez, Renato distorce os dados em causa própria. Quer fazer crer aos distraídos que os anos 70 e 80 foram de um massacre favorável a seu time e seu ídolo. Mundo da fantasia. Do mágico de Oz. Do pote de ouro depois do arco-íris.

Falando nisso, a parte sincera da declaração: quando fala da torcida “arco-íris”, aqui com as devidas aspas, é o momento em que o jornalista sente-se mais à vontade.

@pauloandel