E tinha uma bola aérea no caminho…

E hoje, a maldição do final do jogo acrescido de uma bola aérea derrubou-nos.  Com um gol aos 40 do segundo tempo e em uma….bola aérea, perdemos para o nosso histórico freguês Botafogo por 3 a 2.  Foi um jogo movimentado, tal qual foi o  último no domingo.  E mais uma vez, a bola aérea foi quem nos eliminou em uma semifinal de torneio. A bola aérea que nem Erazo, nem Paulão resolvem.  No terceiro e derradeiro gol foi Erazo, que ironicamente empatou o jogo no primeiro tempo, que falhou.

Desde o jogo da discórdia contra o Wilstermann em que tomamos de 4, ficou evidenciado o crônico problema da bola aérea de nossa defesa.  Em dois dos três gols que tomamos hoje, mais uma vez era uma bola aérea no meio do caminho.  No primeiro tempo, tomamos uma bomba aérea logo aos 12 minutos. Depois de um início arrastado das 2 equipes, o meia Leo Valencia entra pela direita como quer na avenida Fabricio, dribla Wagner e cruza para Brenner que sobe mais do que Paulão (sempre ele) e Andres Rios e faz 1 a 0.  Henrique não pôde entrar hoje devido a um estiramento muscular na coxa. E Fabricio teve uma atuação infeliz, sempre batido pelos adversários. Mas a raça cruzmaltina entra em jogo e aos 19, em escanteio cobrado milimetricamente por Paulinho, Erazo sobe no último andar e cabeceia para o chão, com precisão à direita de Gatito.  O Vasco cresce no jogo e aos 29, vira a partida. Outro escanteio bem cobrado por Paulinho e Riascos testa forte e vira a partida. Após o segundo gol, o cruzmaltino opta por recuar um pouco, dá campo ao adversário e, aos 41, lançamento de Lindoso e Luiz Fernando corre nas costas de Fabrício e cara a cara com Gabriel Felix, empata a partida em 2 a 2.  E fim da uma eletrizante primeira etapa.

O segundo tempo foi em ritmo bem mais lento, com poucas chances criadas. O jogo se arrastava e caminhava para o final, até que aos 40 minutos, Fabricio faz falta desnecessária no atacante adversário. Cobrança da direita, Erazo sobe e não acha nada e a bola sobra limpa para Igor Rabello completar e dar números finais a partida em 3 a 2 para eles.  É preciso observarmos que, mais uma vez, a bola aérea segue como uma dificuldade crônica nossa.  ZR optou por mais uma vez “preservar” (com que objetivo) Ricardo Graça.  Está agora clarividente que a culpa não era do rapaz. Inclusive, o menino Graça vinha bem,  Mas conseguiram convencer nosso bravo treinador que a solução era colocar dois postes para evitar bolas aéreas.  Mas a zaga das torres gêmeas tem se revelado um fracasso. Talvez se colocando três zagueiros, consigamos resolver esse problema crônico das bolas aéreas. Erazo faz gol na frente, mas entrega atrás. Então de que adianta ?

De qualquer maneira, essa derrota não nos afeta, porque já estávamos classificados  em terceiro lugar.  Logo, provavelmente teremos os flores como adversários.  Todo cuidado é pouco. Sem lamentações e vamos adiante.  Mas que ZR deveria desfazer as torres gêmeas, ah isso ele já deveria ter feito isso há muito tempo. Oremos..