E a rodada?

vascooooo

Além dos três pontos, a vitória sobre o Paraná e a festa em casa valeram muito para o Vasco no sábado ficar a apenas um ponto do G4, seu principal objetivo já que o importante é voltar para onde não deveria ter saído.

E com um jogo a menos.

A atuação na rodada, se não foi a melhor maravilha do mundo, naturalmente ofereceu confiança para os próximos compromissos.

Claro, meios de comunicação trataram a vitória em São Januário lotado como algo menor.

Mesma sorte não teve a torcida alvinegra.

Embora começasse vencendo o jogo contra o líder Cruzeiro, o Botafogo recuou demais, permitiu o empate dos mineiros, mas também perdeu suas chances e poderia ter vencido.

Num momento de dificuldade e crise, empatar com o primeiro colocado do campeonato deveria ser motivo de ânimo para seguir em frente.

Claro, meios de comunicação trataram o 1 x 1 do Maracanã como algo menor.

E domingo veio o Fluminense.

Ganhou com relativa facilidade do bom time do Goiás, matou o jogo no primeiro tempo, colocou 40 mil pessoas no Maracanã mesmo no nefasto horário do começo da noite, aquele que você já gostaria de estar em casa para se preparar para a batalha de cada segunda-feira.

É “claro” que ser vice-líder tem pouca importância neste cenário; então, meios de comunicação trataram a vitória tricolor como algo menor.

Os três jogos, somados, levantam o interesse de quantos milhões de torcedores? Uns 10 milhões? Ou seria 15? Ninguém sabe precisar.

A série histórica de tais dados de pesquisa é motivo de risos nas rodas científicas. Pergunta-se: que série histórica?

Um samba do crioulo doido com amostras, coeficientes e técnicas diferentes?

Mantendo o clima do riso, chegamos ao maior do mundo, mais uma vez devidamente espinafrado no que se convencionou chamar de “horário paulista nobre do futebol”: 16 horas do domingão da Chapecoense, que fez o que quis e terminou com 1 x 0 barato. O único dos grandes cariocas derrotado no final de semana.

Para quem já contava com a disputa do título em vez da luta contra o rebaixamento, um tremendo soco na boca do estômago, pouco importando se a tabuada descredenciava o argumento.

Claro, meios de comunicação trataram a lanterna e a 39ª pior pontuação das séries A e B reunidas como um mero acidente que não atrapalhará a campanha do hepta com cinco, na eterna subversão da matemática e do desafio às leis da Física.

Mesmo que todos saibamos qual é a posição da imprensa no tema, não podemos deixar de pensar numa inevitável pergunta.

Será que desta vez vai?

@pauloandel

Imagem: crvg/fb