É pelo Vasco, sempre!

Amigos,

Infelizmente chegamos à última rodada da fatídica série B precisando ganhar ou depender da combinação de resultados. Triste fim desse gigante que está sendo apequenado ano após ano. Se pararmos para pensar, poderíamos já ter subido e aproveitado o restante do campeonato colocando os garotos pra jogar e criando uma espinha dorsal para o ano que vem, rejuvenescendo esse time. E hoje nós estamos no desespero total e sem saber o que vai acontecer. O que nos move é a nossa fé e amor a este gigante.

Jogaremos sem o Luan, sem Pikachu e sem Ederson. Mesmo o time não indo bem, existe um vão muito grande entre o time titular e o time reserva e o que poderia não ser desfalque se torna um desespero perto da qualidade dos reservas. Jogo pra matar qualquer Vascaíno do coração. E o que essa torcida faz? Esgota todos os ingressos em dois dias. Torcida essa que foi maltratada o ano inteiro com preços caríssimos para acompanhar esse time medíocre, sem sangue e sem amor a esta camisa. Fui a todos os jogos do ano no estado do Rio de Janeiro. Vi São Januário às moscas o ano inteiro, mas quando precisam da torcida estamos lá. Não é por nenhum jogador, não é por nenhuma diretoria. É pelo Vasco, sempre!

Infelizmente são esses jogadores que vestem essa camisa e é por eles que precisamos torcer.

Acredito num jogo duro, difícil, emocionante. Impulsionado por cinquenta mil pessoas num maracanã lotado. Como ponto positivo (e espero que dê sorte), fomos o único carioca a ganhar lá esse ano.

Se o ano todo não existiu esquema tático, não existiu jogada ensaiada, não é agora que será diferente. Que esses jogadores que não amam o Vasco e não respeitam a instituição pelo menos dêem o sangue em campo. Eles são os responsáveis pela vergonha e sofrimento que milhões de Vascaínos estão passando. Esperamos dedicação e empenho.

Volto a dizer: o Vasco somos nós. O Vasco depende apenas de nós. Somos os verdadeiros donos desse clube.

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Tivemos quatro jogos do basquete em casa seguidos: duas vitórias e duas derrotas. Vemos certa irregularidade nas atuações e tudo que aparece acertado num jogo e grande atuação contra o Mogi, em outro jogo parece que nunca existiu.

Claro que estamos na fase inicial de uma competição que nunca disputamos e também na adaptação de alguns jogadores ao clube, ao time. No último jogo, presenciei uma torcida muito nervosa. A diretoria não soube lidar com a situação. Claro que o torcedor tem direito de cobrar postura e eficiência.

Lembrando que o clube é uma instituição cujo carro chefe é o futebol e, lógico, sua torcida cobra da mesma maneira nos ginásios que cobra no estádio. O péssimo momento nos campos faz com que uma derrota no basquete transfira para o ginásio toda frustração e toda raiva contida. Cabe àqueles que administram colocar panos quentes e não atirar mais fogo. Os jogadores precisam desde já aprender que a cobrança em lugar onde existe torcida de futebol será sempre maior.

Ver uma pessoa dizer que torcedor não pode protestar porque o jogo foi de graça chega a ser um absurdo. O papel do torcedor é apoiar, mas também cobrar, claro com o intuito todo da crítica ser positiva e construtiva. O que houve de ambas as partes foi ridículo e faltou maturidade para saber conduzir. Lembrando que a torcida é muito importante – principalmente nas horas ruins – e que ajuda a virar um jogo. A presença dela é fundamental.

Agora cabe ao torcedor respeitar um pouco os jogadores, a comissão técnica e os familiares presentes. Eu, quantas veze,s critiquei algumas situações de jogo em minhas colunas ou no programa que apresento? Sempre com muito respeito. Quantas vezes discordei da maneira que o técnico Cristiano trabalha? Várias, mas sempre em relação à parte técnica trabalhada e a tática, nunca ao profissional, que é esforçado, dá seu melhor e tem sua história no clube. A mesma coisa em relação aos jogadores. Tem jogos em que uns não vão bem e outros em que eles arrebentam. Isso não apaga sua qualificação profissional e tudo o que fazem. Nossas divergências são quanto à insistência em manter um jogador que não está rendendo e deixar um melhor no momento no banco, demora em pedir tempo ou fazer substituições, mas sempre com respeito.

Para sermos respeitados, precisamos respeitar. Como vou a todos os jogos, me coloco também no papel do profissional que está ali tentando dar o seu melhor e nem sempre consegue. Não é sendo xingado que ele vai render mais. Pelo contrário, como o ginásio aproxima as pessoas, a pressão aumenta.

Para essa relação ser harmoniosa e render frutos, ambos os lados precisam estar em equilíbrio e entender que só juntos caminharemos. Sendo assim quem ganha será o basquete do Vasco.

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Hoje todos os caminhos nos levam ao Maracanã, nossa segunda casa de grandes histórias e várias conquistas. Que os deuses do futebol perdoem tudo que estão fazendo com o nosso querido almirante e nos guiem por mares mais calmos.

Que Pai Santana olhe por nós!
Que São Januário nos guie para a vitória!
Que Nossa senhora das Vitórias nos proteja e zele por todos os Vascaínos!

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#EUACREDITO

O dia que deixar de acreditar em viradas do Vasco não posso mais ser Vascaína. Jamais!

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Sempre ao seu lado. Incondicionalmente.

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E você já é sócio do Vasco? Está esperando o quê?

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Toda segunda-feira tem o PROGRAMA FALA VASCAÍNO às 22 horas. NÃO PERCAM!!!!
www.youtube.com/ falavascaino

Carolina Sousa
E-mail: carolinasousao@globo.com