E o que será de nós em 2017 ?

Com esse acidente que matou praticamente o time inteiro da Chapecoense na Colômbia, o mundo do futebol está completamente atordoado. Provavelmente a maior tragédia ocorrida no futebol mundial, talvez até mais séria que a do time do Torino na década de 40. Por uma irresponsabilidade de um piloto ávido por não tomar multas e com isso levar um avião no limite do combustível, morreram 72 pessoas. Com a palavra, as autoridades bolivianas. É a vida. Neste momento #somostodoschape. Noves fora, com apoio a querida e simpática Associação Chapecoense de Futebol, agora falaremos do que geralmente é o nosso foco: o nosso amado Vasco da Gama. Terminada a epopeia da Série B, estamos novamente na Série A que é o nosso lugar de fato e de direito, porque não. Mas e nosso futuro em 2017 ?

As últimas notícias apontam a contratação de Cristóvão, em substituição à dupla Jorginho/Zinho. Esta coluna não vê Cristóvão Borges como o melhor nome neste momento. Mas diante das dificuldades atuais, na qual o Vasco acaba de subir, de fato as opções que tinham no mercado eram escassas e algumas como o pofexô Luxemburgo certamente seriam trágicas. Talvez Abel fosse o melhor nome, ou Roger Machado; mas estes são mais caros e não sabemos se aceitariam o desafio de reinventar o Vasco da Gama. A verdade é que, diante das circunstâncias, não arrumaríamos coisa muito melhor. Então vamos dar força ao Cristóvão, que já trabalhou por aqui em 2011/2012, levou o Vasco a um vice-campeonato brasileiro discutível, ressalte-se, foi até as semifinais da Sul Americana em 2011, além de ter mantido o Vasco 54 rodadas no G4 da Série A em 2012. Um recorde até hoje não batido. Fez um bom trabalho por aqui. Mas com o que tem em mãos, terá um desafio e tanto.

Ao que tudo indica, 2017 tem tudo para ser mais do mesmo, com a diferença de que estaremos na Série A. Se formos com o time atual, na certa será briga para não cair. E ao que tudo indica, a diretoria até agora não se mostrou muito afeita a mudar o quadro, a melhorar o time. Alegam vários motivos, um deles a reestruturação. A verdade é que como vimos este ano, o time atual precisa ser rejuvenescido. Não podemos ter meio time com jogadores com mais de 30 anos. Com todo o respeito, mas não há condição para mantermos um time com Julio Cesar, Rodrigo, Andrezinho, Nenê, Diguinho e Jorge Henrique por exemplo. Juntando esses 6 jogadores, as idades somadas, dão algo em torno de 200 anos. Um time quase bicentenário. Aonde chegaremos com isso ? E sendo que essa mesma diretoria renovou com os 6 até 2017, 2018. Uma bomba relógio a ser disparada a qualquer momento. E depois a culpa é do Banana, do Saci, da Dilma, do Calçada e etc. E o senhor Rei-Sol resolve dar uma entrevista e culpa a imprensa pelas vaias. E por um acaso a imprensa é quem monta times, senhor sapo bufão ? E as vaias que o senhor presidente tomou, foram do céu…. A verdade amigos, é que para 2017, não temos muito com o que se animar; pelo contrário.

E o que nós, os torcedores, o principal patrimônio cruzmaltino imaterial podemos fazer ? A torcida provou que o gigante, ainda que cambaleie, ainda pulsa. E o que devemos fazer agora é mais protestos, pressão contra essa diretoria que só sabe tentar jogar a gente contra a imprensa. Esta não está nem aí para o Vasco, nem ataca o Eurico. E quando um colunista se propõe a escrever sobre o Vasco, só revela o que nós estamos carecas de saber. A coluna do Marcelo Barreto no O Globo de domingo passado apenas expôs o que é evidente: que o Vasco deve se unir, se quiser voltar a ser um time de Série A. Então torcedor, cabe a nós nos unirmos e tentarmos influenciar os sócios votantes a tomarem uma decisão pelo bem do clube e unir as correntes políticas. Certamente com a dinastia Miranda, não seremos um clube unido. Portanto, faz-se necessária a retirada dessa dinastia do poder, o quanto antes. Que 2017, possamos tentar mudar o quadro, hoje meio adverso, para melhor, para eliminarmos divisão de grupos no elenco e que nosso amado Vasco da Gama tenha a paz necessária para fazer um bom ano em todas as competições a disputar. Amém