É o destino….

Na batalha dos treinadores, melhor para Adilson Batista. A estratégia do ex-zagueiro do Grêmio derrotou a do antigo atacante do tricolor gaúcho na semifinal de verdade do Campeonato Carioca – Flamengo e Cabofriense não conta, por motivos óbvios. E derrotou com sobras, já que o Vasco foi soberano nos dois jogos – no primeiro, por dominar o ataque; no segundo, por saber atacar e controlar a defesa, especialmente no segundo tempo de hoje.

Nos dois jogos, o Vasco foi melhor que o Fluminense, assim como tinha sido na Taça Guanabara – e como tem sido rotina nos jogos entre os dos times. A classificação para a final foi mais do que justa, já que o Vasco sempre demonstrou maior volume de jogo – e é estranho que o time de um ex-zagueiro ataque com mais competência que a equipe de um antigo atacante. Hoje, o Vasco soube vencer, atacando com consistência no primeiro tempo e matando as jogadas do Fluminense no segundo.

A marcação sobre Conca foi o destaque. Nos dois jogos, o Vasco neutralizou as jogadas do meia tricolor e, sem Jean no jogo de hoje, foi ainda mais fácil anular o poderio ofensivo. Ora Guiñazú, ora Pedro Ken marcavam, com poucas faltas, o ex-vascaíno. O resultado foi mais que eficiente. Fora poucas oportunidades no primeiro tempo, especialmente com Walter, o nosso time matou a bola para Fred, e isso foi decisivo.

gol

Com o ímpeto ofensivo do Tricolor aniquilado, o Vasco dominou as ações no primeiro tempo e até demorou a abrir o placar, numa bola parada de Douglas que achou Rodrigo para colocar a na cabeça de Edmílson – que, aos poucos, vai virando um jogador fundamental para este novo Vasco. O gol coroou uma bela atuação no primeiro tempo e chegou tarde – o Vasco poderia ter feito pelo menos 2 x 0 com facilidade na primeira etapa.

No segundo tempo, o Vasco soube controlar o Fluminense e só não matou a partida mais cedo porque Éverton Costa foi displicente várias vezes – e isso quase complicou o Vasco. Mas prevaleceu o maior conjunto vascaíno, que volta a uma final contra o Flamengo, dez anos depois – e desta vez, o resultado será diferente.

*********

Como eu falei, em 88 eu estava no Maracanã com meu então amigo Paulo Henrique, um tricolor. Agora, na grande final, estarei no Maracanã ao lado do meu mestre Guilherme Cabral, com quem assisti ao jogo de hoje. Cabral é pé quente – nunca vi o Vasco perder ao lado dele. Se cuida, Flamengo. O cara sabe tudo…

********

Não tem jeito É o destino….

********

Essa coluna foi escrita após o jogo e depois de algumas garrafas de Montes dos Cabaços, Monte Cascas, Pinga Amores, Alvarinho Capitão-Mor e Alvarinho QM… Nada como celebrar o Vasco com vinho português.