É o destino, freguês..

Nada como um adversário para nos reabilitar, nos retirar das tumbas, como walking deads. E ele apareceu na hora precisa. A vitória de ontem sobre o velho freguês tricolor desanuviou a nuvem do Z4 que pairou sobre nós, muito embora, com os resultados de hoje, estarmos a 3 pontos do Z4 e a 3 do G6. Mas a importância desta vitória é maior do que tudo isso. Traz a tranquilidade necessária para os 14 dias de parada do Brasileiro 2017.

Tivemos ontem uma partida corrida, mas que tecnicamente deixou um pouco a desejar. Quanto ao nosso time, Valdir montou a equipe em um 4-1-4-1 e foi bem sucedido. O time jogou com uma determinação que há muito não se via. Jogou com raça, correu bastante, marcou bem o adversário. O tricolor das Laranjeiras praticamente não nos ameaçou. Martin Silva fez apenas uma defesa, e nossa zaga se comportou como há muito não se via. Ficou a impressão de que os 5 jogos sem vitória eram para derrubar MM. Só o tempo dirá. E se ficar comprovado isso mais adiante, dever-se-á cobrar deste elenco essa atitude tacanha, caso não consigamos um G6. Ou, pior, se ocorrer um eventual Z4, pois perdemos pontos importantes nesta série ruim. No primeiro tempo, o Vasco se postou bem defensivamente, esperando o Fluminense em seu campo. O que se viu foi o Fluminense com a posse de bola, tentando penetrar em nossa defesa. Com a derrota para o Bahia, optou-se por jogar fechado para aproveitar o erro adversário. E fomos bem sucedidos. No primeiro tempo, o Fluminense teve apenas uma chance de gol e tivemos 4 chances claras. No contra-ataque, fomos precisos e, em um deles, Mateus Vital tomou a bola no campo de defesa, tocou para Andrés Rios, que rolou para Ramon, que vinha de trás e este solta um petardo de canhota, preciso, no ângulo de Julio César. Vasco 1 a 0. Poucos minutos depois, falta na entrada da área tricolor e Nenê cobra para grande defesa de Julio Cesar. E o primeiro tempo ficou aí.

Com 1 a 0 no placar, o Vasco voltou da mesma forma que jogou no primeiro tempo. E foi ainda mais perigoso nos contra-ataques. O Fluminense veio com tudo para cima e se abriu ainda mais, gerando os generosos espaços para os nosso perigosos contra-ataques. Tivemos inúmeras chances de matar o jogo. Nenê teve duas dessas chances: uma em cobrança de falta rente à trave e outra em que ele recebeu cruzamento de Madson, fez boa jogada, se enrolou no primeiro lance, mas no segundo, deu um toque magistral de calcanhar, que Gustavo Scarpa salvou. Depois’com Guilherme Costa em lugar de Wagner, este tabelou com Mateus Vital e tocou para aquele que, livre chutou fraco para fácil defesa de Julio Cesar. No finalzinho, Guilherme Costa enfiou outra bola, desta vez para Paulinho, que havia entrado no lugar de Nenê, e perdeu um gol incrível. O tricolor só teve um lance perigoso em que Jean chutou em cima de Scarpa e Martin Silva, atento, defendeu tranquilo. Tivemos ontem uma boa atuação, mostrando uma boa consistência. A dupla de zaga foi muito bem ontem, mas o destaque foi Ramon que, além do golaço decisivo, marcou bem e ajudou muito no ataque. O grande destaque de ontem, ao lado de Nenê. A defesa foi muito bem ontem.

Com a vitória, chegamos aos 28 pontos, em décimo-segundo lugar, podendo ficar em décimo-terceiro, caso o Coritiba vença o Vitória da Bahia amanhã. Apesar da boa atuação, estamos a apenas 3 pontos do Z4. Precisamos manter a pegada. Próximo jogo é contra o Grêmio em SJ, com portões fechados. Como o Grêmio não virá com o time titular, temos que aproveitar a chance, manter a pegada e ganhar mais uma, chegando a 31 pontos. Faltam 18 pontos para ficarmos na Série A. Um passo de cada vez.