E o bicho papão não fez nem cócega….

E pensar que estávamos diante de um muro alto a transpor, um tigre voraz. Que nada. A verdade é que ontem, talvez pela marcação bem feita pelo sistema defensivo ou pelas trocas de passes eficientes, o Vasco tornou fácil o que parecia bem complicado: o jogo de ontem contra o Resende. Parte da torcida e imprensa declamavam que o Resende era melhor do que a Juazeirense e que, por isso, o Vasco ontem até poderia perder. Mas na prática o que se viu foi um passeio cruzmaltino e um 3 a 0 categórico no final das contas.

O Vasco veio ontem com uma proposta que tem sido a tônica até aqui que é um sistema defensivo com marcação alta e contra-ataques com bolas esticadas para as pontas. E foi o que foi executado ontem, com uma certa eficiência, quase perfeição. Apesar do gol jogando pela direita, Marrony tem mesmo é que jogar pela ponta esquerda. Lá ele funciona melhor. E além do mais, tem o lateral Cáceres jogando bem pela direita, desnecessário embolar por lá. Melhor tabelar com o Danilo Barcelos pela esquerda, até porque faz bons cruzamentos e jogadas pela esquerda mesmo. O jogo teve poucas chances, principalmente no primeiro tempo. E o Vasco foi eficiente, marcando dois gols em jogadas pelo alto. Aos 15 minutos, em escanteio bem batido por Danilo Barcelos, Lucas Mineiro subiu de forma perfeita e cabeceou fora do alcance do goleiro Ranule, abrindo o placar. E aos 33, em boa jogada pela direita, Caceres cruza na cabeça de Pikachu que cabeceia de costas…. e a bola entra mansamente no canto esquerdo de Ranule e Lucão tenta salvar, mas não consegue. Com 2 a 0 no placar e aos 33 minutos, a partir daí foi só controlar até o final. O Resende não deu maiores sustos.

No segundo tempo, com o jogo praticamente resolvido, o Vasco jogou de forma mais recolhida, com a mesma marcação, só que esperando o momento certo de atacar. O jogo acabou ficando mais chato, sem maiores sustos ou emoções. E houve tempo para uma pixotada do goleiro Ranule, aos 23 minutos em que, em uma bola atrasada pelo lateral Lucão, tentou sair jogando e fez uma lambança; Marrony se aproveitou da inabilidade de Ranule e tomou-lhe a bola, foi derrubado e mesmo assim, empurrou para as redes com o gol vazio, fechando os números da partida. Um placar categórico e incontestável, não restando a menor dúvida sobre a categoria e eficiência do 11 cruzmaltino. Estamos na decisão da Taça GB. Seja quem for, flores ou mulambos, teremos um ótimo teste para este time cruzmaltino. Os jogos contra Juazeirense e flores já nos mostraram que ainda falta uma criação melhor no meio campo. Temos usado muitas bolas esticadas nas pontas. Não há uma trama criativa ou jogadas de troca de passe precisa.

Desta forma, a decisão é domingo. E é preciso melhorar ofensivamente. Em ambos os casos, tanto mulambos quanto flores gostam da posse de bola. Logo, teremos que realmente jogar recolhidos, com marcação alta e eficiente. A defesa tem sido nosso ponto forte: 4 gols em 6 jogos, média de 1,5 gol por jogo. O nosso ataque, apesar de poucas jogadas tramadas, tem hoje 13 gols em 6 jogos média de pouco mais de 2 gols por jogo. Se pensarmos em termos estatísticos, temos hoje um time equilibrado, com médias de gols marcados e sofridos aproximadas, com saldo positivo de 0,5 gol. Só que contra os mulambos por exemplo, será um teste mais válido, por eles terem um elenco mais vistoso e por eles terem variação de jogadas de ataque. Vamos ver o que ocorre na final. Afinal, são 11 contra 11.