E agora, José?

Este José não é o Marin, que devia pegar o boné e desaparecer. Tampouco o Sarney, que parece também já ter pego o boné.

O Brasil encerra a sua participação na Copa das Copas levando dez gols em dois jogos. Só três seleções tomaram mais de doze gols nesse formato de torneio: Arábia Saudita, em 2002. Coréia do Norte, em 2010. Brasil, em 2014.

Nos dois últimos jogos, Alemanha e Holanda finalizaram o Brasil e tiraram o pé. Como a Espanha, no jogo contra o Chile, o Brasil entrou em campo pra enfrentar a Holanda antecipadamente derrotado. Via-se nos semblantes tensos dos jogadores. O resultado não causou surpresa.

Perdemos de 3 a 0 prum time que perdeu o seu principal armador, Wesley Snejder, no aquecimento do jogo. Com erros individuais tenebrosos, como a inaceitável e inexplicável cabeçada de Davis Luiz, sozinho, cortando a bola para a marca do pênalti. O beque símbolo da seleção comete um erro que não se comete em pelada de rua. E por último, Felipão tira o time de campo e abandona a Holanda sozinha para receber suas medalhas, atitude vergonhosa, mal educada. A cara do técnico que deu bolada em Válber em final de campeonato.

Hora de terra arrasada. Jogar tudo fora e começar de novo. O problema é que não há no horizonte nenhum nome capaz de comandar a necessária revolução no futebol brasileiro. Fala-se em Tite. É uma sandice pior que a manutenção de Felipão. Tite é um misto de Professor Pardal com Sebastião Lazaroni. Fala empolada, empáfia, oniciência, neologismos, filosofia futebolística de quinta categoria. Ótimo para fazer anúncio do Sebrae para pequenas empresas. Não para comandar o futebol brasileiro.

O José também não sou eu.

O José é o Mourinho. Sujeito louco, ambicioso e corajoso o suficiente para pegar esse desgoverno atual e revolucionar a CBF. Não há a barreira da língua. O português de Portugal do Mou é suficiente para encarar o desafio. Seria inclusive maravilhoso vê-lo bater de frente com a nossa imprensa, tão acostumada a uma simbiose (para ser bonzinho) com jogadores e treinadores. Mourinho é um chato. Inconveniente, pernóstico. Mas ninguém duvida na sua competência e vontade de sempre ganhar.

É de um nome desses que o Brasil precisa.

E agora, José? Aceita?