E a sorte nos sorriu…

Mas mais uma vez, como na grande maioria dos jogos nesse segundo turno, jogamos muito mal.

No primeiro tempo ainda tentamos alguma coisa, mas a má fase coletiva nos impedia de articular qualquer jogada de perigo real. Veio uma falta, Nenê joga para área, e o jogador da equipe paranaense, absolutamente sozinho, acaba cabeceando para dentro do próprio gol.

Perceberam? Nem mesmo no lance do gol levamos perigo real de gol. Não fosse a infelicidade do jogador do Londrina…

Veio o segundo tempo e as coisa pioraram. Não fossem as várias defesas de Martin Silva, provavelmente não teríamos saído com a vitória. Fomos completamente dominados e o contra-ataque que nos era generosamente oferecido esbarrava o tempo todo na absoluta falta de habilidade (há muito conhecida) do lateral Madson – por que Yago Pikachu foi barrado??? Ou na leniência preguiçosa de Andrezinho… Ou ainda na má fase de Nenê…

Sem dizer a inoperância de Éderson (esteve em campo…?). Thalles, se ofensivamente foi peça nula, ao menos jogou com muita raça voltando para marcar. Aliás, nesses últimos dias, juntamente com a revelação do excelente Douglas Luiz, enxergo como uma boa notícia a mudança de atitude (dentro do campo…) do Thalles. Parou de ficar isolado entre os zagueiros e passou a correr mais e a ajudar na marcação. Ao menos, não jogamos com menos um.

A sorte nos sorriu e não fomos vazados, garantindo os três pontos que nos mantém na briga pelo título e nos afasta um pouco mais – 6 pontos, do quinto colocado.

Incrível a queda de rendimento do Vasco no segundo turno dessa longa série B.

Se no primeiro turno fomos os primeiros colocados com sobras – 39 pontos e um aproveitamento de 68,42%, na segunda fase despencamos para, no momento, um modestíssimo 10º lugar com apenas 15 pontos e um aproveitamento de 45,45%.

Como visitantes não vencemos há exatamente um turno – a última vitória foi contra o CRB em Maceió, nosso próximo adversário.

Afinal, o que houve? Na minha opinião há várias explicações pequenas que somadas dão como resultado isso daí. Mas acho que uma prepondera sobre as outras: a queda de rendimento vertiginosa de Andrezinho.

Passamos todo o primeiro turno jogando em um esquema em que Andrezinho era o principal articulador entre a defesa e o ataque. O Andrezinho de hoje erra passes de um metro, parece cansar ainda no primeiro tempo e com sua queda de rendimento, Jorginho não descobriu outra forma de mantermos a pegada.

Há vários outros motivos, tais como a contusão que nos tirou o Nenê – aquele que jogou no primeiro semestre, as quedas de rendimento de outros jogadores, nossa falta crônica de atacantes, equipe envelhecida com pouca renovação, e quando essa acontece, perdemos os jogadores para as seleções de base, etc…

Agora faltam 8 jogos. Desses, quatro jogos serão em casa (CRB, Avaí, Luverdense e Ceará), e quatro como visitante (Paraná, Brasil, Bragantino e Criciúma).

Pela  colocação de hoje, teoricamente pegamos a maioria dos jogos mais difíceis em casa e a maioria dos jogos mais fáceis fora.

Ainda acho que o acesso está muito bem encaminhado. Mas o título, não sei…

Faltando um ano para novas eleições no Vasco, os grupos políticos começam a se movimentar. Para quem quer Eurico fora, no quadro atual, só há uma possibilidade: união. Algo que foi absolutamente impossível na última eleição e acho que trilhamos o mesmo caminho.

Dessa forma, derrotar Eurico e sua forma arcaica de administrar fica cada vez mais difícil. Infelizmente.

Pergunta que não quer calar: afinal o que houve com Rodrigo?

Pior: Jomar saiu contundido, Rafael Marques está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Rodrigo…

Bom… Tem o Aislan “Nakamura”, né…?

Foto da capa: Carlos Gregório Jr – vasco.com.br