Dos males, o menor

Dava para vencer… Mas até que o empate não foi tão mal assim. Por tudo que aconteceu no jogo, podemos dizer que foi um bom resultado. Nos mantivemos na primeira página da tabela – no mínimo na sétima colocação a depender do resultado de Fluminense e Chapecoense, e finalmente conquistamos nosso primeiro ponto fora de casa.

Mas dava para vencer. Fizemos um bom primeiro tempo e apenas pecamos nas boas oportunidades que tivemos com Thalles e com Nenê, para aumentar a diferença e partir para um segundo tempo mais tranquilo.

Mas no segundo tempo, abdicamos de atacar e aceitamos a pressão do Coritiba. O gol deles parecia uma questão de tempo e acabamos tomando numa verdadeira “linha de passes” na nossa área. Notem que tudo poderia ser resolvido se o Henrique não cabeceasse para dentro da área. Se o fizesse para a linha de fundo, talvez não teríamos tomado o primeiro gol do Coxa.

Aí o nosso “Professor Pardal” tratou de inventar mais um pouco e, a meu ver, mexeu mal e desestruturou o pouco que tínhamos para voltar à frente no placar. Uma atitude covarde contra um time em crise.

No fim, fomos bafejados com a sorte e o empate nos caiu bem.

Agora faltam 30 pontos em 27 jogos.

Próximo jogo, o clássico contra o Flamengo em São Januário. Preferia o jogo no Maracanã, mas confesso que olhando a situação atual dos dois times, jogar em São Januário me parece, no momento, a decisão mais acertada. A pressão de nossa torcida pode igualar as coisas e acho que podemos ter mais um bom resultado contra eles em nossa casa, onde aliás, não perdemos o Clássico dos Milhões desde 21/01/1973, por 1 a 0, gol de falta de Paulo Cesar Caju.

Na nossa casa, já enfrentamos o nosso maior rival 35 vezes, com 16 triunfos, 10 derrotas e 9 empates.

Que a estatística prevaleça!

E para o clássico, vamos sem Douglas e sem Jean. Contra o bom ataque do Fla – terceiro melhor ataque da competição, vamos com a nossa combalida defesa – a pior da competição, e ainda sem nossos dois volantes titulares.

Não sei o que nosso técnico irá fazer, mas eu iria com o óbvio, sem mexer muito na estrutura do time: Wellignton no lugar do Jean e Wagner no lugar do Douglas.

Semana agitada na Colina com as notícias de contratações. Confirmadas e especuladas.

A “novela” Bruno Paulista finalmente terminou e eu espero que ele possa corresponder ao esforço…

Ramon volta ao Vasco com um pedido de desculpas. Eu não as aceito. Não aceito que jogador profissional ou qualquer um que viva de futebol desrespeite a instituição que o empregou. Falta de profissionalismo é algo abominável em qualquer profissão. Coloco Ramon no mesmo (baixo) nível em que coloco Celso Roth. Por mim, nem passavam pela rua São Januário.

Como disse na minha página na rede social, se ele fizer SETE gols de bicicleta, TODOS no primeiro tempo do jogo contra o Flamengo, quem sabe eu comece a perdoá-lo.

Além desses, há ainda as especulações pelo zagueiro Ânderson Martins – que para mim é uma incógnita, afinal não o vejo jogar há muito tempo, e o atacante chileno Léo Valência sobre quem pouco ou nada sei. Como o Campeonato Brasileiro é longo e a temida janela de transferências vem aí, se vierem, serão bem vindos.

Encontro meu amigo flamenguista extasiado voltando do “Ilha do Urubu” ou da “Molambilha”, como queiram, por conta de mais uma vitória deles por lá.

E para minha surpresa, ele vira-se para mim e diz: “Cara! Agora entendo o orgulho de vocês por ter São Januário… Como é bom ter casa!!!”

Pois é…