Panorama na Copa – Domo Arigato, seu juiz!

A gigantesca lista de jogos de Copa do Mundo nos quais o Brasil foi beneficiado pela arbitragem adquiriu mais um elemento de destaque hoje. Brasil X Croácia foi um jogo complicado, decidido por pelo menos três lances com total influência do juiz.

Yuichi Nishimura é legítimo herdeiro de Lamo Castillo, Abraham Klein, Cristopher Bambridge e Peter Prendergast, entre outros tantos. Lamo Castillo foi o árbitro de Brasil x URSS, de 1982. Quando o Brasil perdia por 1 a 0, o espanhol ignorou um pênalti claríssimo de Luisinho. Abraham Klein, israelense, apitou a tragédia do Sarriá e anulou o 4 a 2 da Itália, que liquidaria a partida muito antes de seu final. Bambridge é Australiano. Não viu a bola de Michel, da Espanha, quicar dentro do gol em 1986. Parênteses: a bola não entrou trinta e três centimetros… Mas voltemos aos nossos amigos: o último da lista é Peter Prendergast, jamaicano, que apitou um complicadíssimo Brasil x Bélgica, de 2002. Ele anulou inexplicavelmente um gol legítimo de Marc Wilmots (atual técnico da Bélgica!) por falta em Roque Junior, quando o jogo estava 0 a 0.

 Gol de Wilmots,  Brasil x Bélgica, 2002

Com menos de dez minutos de jogo, a Croácia abriu o placar num gol contra de Marcelo. O Brasil controlou o jogo e conseguiu empatar num chute (errado) de muito longe de Neymar. Pletikosa, ao invés de dar um passo ao lado e fazer a fácil defesa, se atirou de onde estava e viu a bola fraquíssima entrar no vão entre sua mão e a trave. Mais tarde, tomaria o terceiro gol num lance praticamente igual, no qual um passo ao lado tornaria a defesa fácil.

Mas o lance decisivo foi mesmo o teatral pênalti em Fred, que nada fez o tempo inteiro a não ser cavar este pênalti no meio do segundo tempo, quando a partida entrava numa nebulosa indefinição. Ao ser levemente seguro pelo beque que o marcava, Fred desabou no chão em lance tão cinametográfico que tive a certeza de que o juiz nada marcaria. Ledo engano.

Nishimura tomou outras decisões “caseiras”. Dentre elas, premiou Neymar com um inofensivo cartão amarelo, quando este agrediu infantilmente Modric no 1o tempo de jogo.

Juízes se enganam, mas credito grande parte desses “errinhos” à inexperiência dos escolhidos para arbitrar partidas de Copa do Mundo. Muitos dirão que Nishimura é rodado (apitou Brasil 1 x 2 Holanda, em 2010) e tem a experiência necessária. Mas, com todo o respeito devido ao campeonato japonês, certamente o tipo de futebol e, principalmente, o comportamento dos jogadores em campo no Japão são diferentes das batalhas campais enriquecidas por lances teatrais da América do Sul, principalmente. Imagine um jogador se atirando ao chão, como fez Fred, no Campeonato Japonês.

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Não sou, nem jamais serei, eleitor de Dilma Rouseff. Acharia profundamente divertida e saudável uma sonora vaia à Presidente no Itaquerão. Mas achei profundamente lamentável xingar a Presidente, por pior que ela seja. Ainda mais num evento de alcance mundial, onde a falta de educação do povo terá, certamente, ainda mais repercussão.

O americano tem verdadeira devoção ao Presidente da República. O cidadão pode ser o pior porcaria, mas tendo sido presidente, ele terá o respeito do seu cidadão, durante e depois de seu mandato. Acho que devemos aprender essa lição.

Que tal em vez de xingar, votar?

abraços

Zeh