Devolvam o meu ídolo!

Jogou 21 de seus 22 anos como jogador profissional defendendo o Vasco da Gama. Maior goleador da história do clube com 705 gols, é também o jogador que mais disputou partidas pelo Gigante: 1110 jogos, o que o torna juntamente com o goleiro Rogério Ceni e com Pelé, os únicos jogadores com mais de mil partidas disputadas por um clube só do futebol brasileiro. Considerado numa votação entre 240 personalidades vascaínas, elaborada pela revista Placar, o maior ídolo da história do Vasco. Maior artilheiro do Campeonato Brasileiro com 190 gols e do Campeonato Carioca com 279 gols, é considerado pela IFFHS (International Federation of Football History & Statistics – Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) o quinto maior goleador do futebol mundial em campeonatos nacionais de primeira divisão, com 470 gols em 758 jogos.

Carlos Roberto de Oliveira, bem mais conhecido como Roberto Dinamite é (ainda!) o meu maior ídolo como jogador do Vasco da Gama.

Ontem, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro – série B, aconteceu a partida que deverá ser a última sob a administração desse mesmo grande ídolo que tentei descrever acima. Ok, ok… Entre a eleição que vai ocorrer na próxima quarta-feira (se nada mudar…) e a efetiva posse do novo presidente, rolarão uns 15 a 20 dias, mas administrativamente acabou.

E o saldo, infelizmente, em minha opinião, é muito ruim. Depois de um primeiro mandato em que ele conseguiu de alguma forma nos colocar novamente nos trilhos corretos para o gigantismo de nosso clube, parece-me que o sucesso lhe subiu a cabeça e ele arriscou-se numa segunda aventura cometendo os erros que todos sabemos.

Tenho a nítida impressão de que ele não entendeu qual era o seu papel na história… Se havia alguma possibilidade de nos livrar da situação em que nos encontrávamos à época, onde reinavam a ditadura e as bravatas (quem frequentava São Januário sabe do que eu estou falando), juntamente com escassez de títulos e briga com quem mandava e ainda manda no futebol brasileiro, essa possibilidade só poderia vir com a utilização de um ídolo. E o maior de todos foi utilizado. Em que pese o primeiro rebaixamento (pelo qual eu o eximo de qualquer culpa – afinal se não se torna campeão em um ano, também não se cai em um ano, mas sim fruto de um processo), foram três anos em que resgatamos o gosto pela vitória e a sede de ser campeão. O problema é que ele não entendeu que eram só três anos. O cargo que ele ocupa não é para amadores ou ex-jogadores sem qualquer experiência no assunto com pelo menos alguns bons auxiliares que entendem “do riscado”.

Portanto, que sua desastrada administração seja rapidamente esquecida e que possamos voltar a nos lembrar dele apenas por tudo o que ele fez com a Cruz de Malta no peito… Por tudo o que eu descrevi no primeiro parágrafo.

Deixem por favor, eu voltar a dizer com orgulho, e não com a vergonha atual, que o meu maior ídolo chama-se Roberto Dinamite!

Posted By administrador

1 Comment

Leandro Calixto

Eximir Roberto de qualquer culpa no primeiro rebaixamento? Ou você é mal-intencionado e por puro ódio ao Eurico o absolve ou desconhece completamente o que ocorreu em 2008. Quer dizer então que se o Vasco tivesse sido campeão, você atribuiria ao Eurico? Conta outra. E no futebol se ganha ou se cai em um ano sim, vide Flamengo e Fluminense que foram campeões em 2009 e 2012 e quase caíram no ano seguinte.

Estávamos longe de ter uma situação confortável em 2008, mas os salários estavam em dia, o time era melhor que pelo menos uns 6, 7 rivais, as cotas de TV disponíveis para serem adiantadas, como o MUV fez ainda em 2008 e ainda havia 10 milhões em caixa do Philippe Coutinho. Se a estrutura tivesse sido mantida, nada indicaria que cairíamos, mas os paraquedistas implodiram tudo, ao promoverem una verdadeira caça às bruxas em meio a competição mais difícil do Brasil e o resultado foi um inédito rebaixamento. Abriram mão de 3 jogadores importantes, contrataram um duble de empresário como treinador e seus agenciados, além de afirmarem inúmeras vezes que o elenco era fraco, desmotivando os atletas.

Só sendo muito alienado para achar que diante de todo esse panorama, Dinamite e seus asseclas não tiveram culpa no rebaixamento. Eurico já estava desgastado e tinha que sair após 2 mandatos ruins, mas nada justifica o caos completo que se instalou no clube desde 2008.

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