Derrota previsível. Hora de juntar os cacos…

De um lado, um time que já jogava junto há algum com um técnico perito em arrumar times para atacarem e defenderem com a mesma eficiência e que chegou aos 53 gols, com os 3 de ontem. De outro, um time ainda titubeante, que apresentou um progresso defensivo, sendo remontado aos poucos com limitações ofensivas gritantes. Não poderia haver outro resultado. Não houve nada de surpreendente no jogo de ontem em que fomos literalmente atropelados sem dó pelos tricolores das Laranjeiras, por 3 a 0. E se fosse por mais gols, não seria injusto. A diferença entre os times é abissal.

Mesmo precisando vencer, o Vasco, em sua característica mais defensiva, foi encurralado em sua saída de bola pelo time tricolor. O primeiro tempo começou com o Fluminense em cima. Nem parecia que era o time com a vantagem. Ignorou solenemente essa vantagem e partiu para cima de nossa equipe. E nos primeiros 15 minutos, foram três lances com Lucas, Wellington Silva e Sornoza com três grandes defesas de Martin Silva e um chute de Wendell para fora. E o Vasco, com Gilberto deu dois chutes para fora e em um deles, de frente para o gol. Depois dos 30 minutos, o Vasco consegue sair um pouco da blitz inicial tricolor e equilibra a partida. E perde duas chances claras de gol, uma com Nenê, em passe de cabeça de Luiz Fabiano, aparece livre e chuta a bola em cima de Diego Cavalieri; e outra em cruzamento de Nenê em que Luiz Fabiano aparece livre e cabeceia para baixo, mas a bola vai por cima do travessão. E só. Houve também um pênalti de Douglas em Wellington Silva não marcado. Inicialmente, pareceu um salto ornamental do atacante tricolor; mas no replay percebeu-se a trava de Douglas Luiz no atacante.

E as chances criadas no primeiro tempo, a rigor foram as únicas chances cruzmaltinas. Pois no segundo tempo, tivemos literalmente um passeio tricolor, em que nos esquecemos de anotar a placa do carro. Fomos atropelados sem dó nem piedade, de forma irreprensível. Os nossos adversários começaram a chinelada aos 5, em que Sornoza cobrou falta da direita cometida por Henrique; Richarlisson subiu mais do que nossa zaga e cabeceou forte para defesa parcial de Martin Silva e a bola sobra para o mesmo Richarlisson que aproveita a segunda chance. 1 a 0. Cinco minutos depois, o volante Wendell toma a bola no meio campo, passa a bola com precisão para Lucas que dá um lençol em Rodrigo e cruza para Wellington Silva que vem como uma flecha por trás de Rafael Marques e toca de letra: Fluminense 2 a 0. Entre os 10 e 30 minutos, Milton Mendes faz duas alterações, tirando Pikachu e Henrique e coloca Thalles e Manga Escobar respectivamente. Ao ver Thalles em campo, dá-se a impressão de um campo de futebol se assemelhar a uma mesa de sinuca, tal a silhueta de Thalles, visivelmente obeso, parecendo a bola sete. Simplesmente lamentável, a imagem de um jogador desleixado, a refletir o abandono à própria sorte de nossa equipe, reflexo da administração desleixada da atual diretoria de futebol do clube. E por ironia, Thalles perde a única chance do Vasco no segundo tempo em que havia impedimento de 5 jogadores,mas Thalles era o único que estava em posição legal, aparentemente ou menos impedido. E aí, o tricolor começou o seu show particular com Wellington Silva, driblando todo o mundo pela esquerda de seu ataque, até que Douglas deu-lhe um tranco com o cotovelo, acabando com a fila feita pelo atacante. E o juiz expulsa Douglas. Talvez até pudesse ser um cartão amarelo, porém visivelmente via-se o transtorno no semblante do meia cruzmaltino. Com um a menos, ficou mais fácil ainda para nossos adversários. E aí, aos 25 minutos, mais uma falta, dessa vez da esquerda. Cobrança de Sornoza, cabeçada de Léo Pelé: Flu 3 a 0. E foi o bastante para o atropelamento tricolor. Só que se não fosse Martin Silva no primeiro tempo, com três defesas e outras duas no segundo, teríamos sofrido uma goleada histórica. Escapamos de um vexame ainda maior. Derrota mais do que merecida.

Com o atropelamento consumado ontem, o tricampeonato, tão decantado pelos euriquistas de plantão que previam que seríamos tri, foi para o espaço sideral. E agora, serão 21 dias até a estreia no Brasileirão contra o atual campeão Palmeiras e no Aliianz Parque. Nada é ruim que não possa piorar. Até lá, uma incógnita. Não sabemos como este time se comportará. O fato é que é hora de se juntar os cacos do prejuízo, principalmente moral de nossa equipe com um 3 a 0 na alma e treinar até lá. MM terá muito trabalho para ajustar este time, especialmente se não contratarmos dois zagueiros, um lateral esquerdo para disputar posição com Henrique, que hoje é o único pela esquerda, já que Alan Cardoso voltou para a base e um bom atacante. Sem isso, MM terá vida extremamente dura pela frente. Oremos.