Certa mesmo, só a incerteza

estatistica

Duas batalhas enormes pela frente.

Primeiro, o velho hermano Palmeiras lá. Depois, o campeão Corinthians aqui.

Provavelmente as partidas que selam a sorte do Vasco no Brasileiro de 2015.

A lucidez aponta para duas carnes de pescoço. Mas é bom que se diga: o futebol não prima por análises cartesianas, óbvias, inquestionáveis.

Não fosse assim, jamais teria acontecido a inesquecível final da Supercopa contra o Palmeiras em 2000. Nem aquele jogo de muito tempo atrás, quando Roberto voltou ao Brasil, marcou cinco gols contra o Corinthians e escreveu mais uma bela página como jogador do clube.

Claro, os tempos são outros. Absolutamente outros. Mas futebol é torcer, o que significa sonhar, esperar coisas boas, dias melhores, mares da tranquilidade.

O Vasco do primeiro turno foi um time rumo à série B. O do segundo turno, não. Tem lutado, desafiado definições e, caso o descenso seja inevitável, o problema foi do começo muito ruim no certame.

Então, bem espaçadas, vêm aí duas grandes batalhas vascaínas. Bem difíceis. Muito difíceis. Mas longe da impossibilidade, algo que aliás sempre exige cuidados no futebol – quantas vezes os cronistas já ficaram com o queixo no chão, ao verem suas certezas absolutas soterradas?

A grande graça do futebol é que nem o time mais favorito do mundo tem certeza da vitória. É um jogo de imprevisibilidades. Há trabalho, treino, planejamento, dedicação, mas o imponderável está sempre presente.

Não há nada perdido, por mais difícil que possa parecer.

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