Da covardia e suas consequências

É velho o ditado que diz que o medo de perder tira a vontade de ganhar. A covardia associada a uma boa dose de burrice leva ao que vimos ontem.

Senhor Adilson, o Vasco tinha três chances para ganhar do Fluminense. Ontem a vitória nos garantiria a vantagem sobre o adversário direto. A derrota não teria maiores consequências. E ai, o que o senhor faz? Se acovarda. Incrivelmente retrai o time para segurar um empate que em nada nos atendia. Tira os dois atacantes do time para colocar outros dois. Um deles aos 44 minutos do segundo tempo.

Essa substituição pode ter três explicações: Ele é louco e acha que Montoya, o jogador que entra, substituirá Edmilson e fará milagres em três minutos. Ele quer queimar o Montoya, provocando a fúria do jogador ao ser colocado em campo para jogar três minutos. Ou, mais plausível, ele está provando por A + B que é um medroso e fez a substituição para matar tempo, mesmo precisando ganhar.

Além de “não entender nem de futebol de botão”, eu sou (justamente) acusado de ser um otimista. Sempre acho que as coisas vão acabar por se acertar. Confesso que ontem joguei a toalha com o Adilson. O time ganhando, sendo pressionado, perdendo o meio de campo, e nada. O Fluminense empata, parte para virar o jogo, pressiona o Vasco, e nada! Pior que nada, ele resolve sacar o melhor do Vasco em campo (Éverton Costa, que fez uma senhora partida) para trocar por Thalles, quando a presença de ambos era fundamental. E só colocou Thalles porque a torcida berrou seu nome.

Precisamos de um técnico para o Brasileiro. Ou sofreremos mais do que já iríamos.

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O Vasco namorou Dario Conca por longo tempo. Era o sonho de uma temporada. Só conseguiu contratá-lo na temporada seguinte. Chegou e esquentou banco. Por muito pouco tempo foi titular da equipe. Ok, nem sempre um jogador combina com um determinado clube. Questão de química, sei lá. Mas dava pra ver, da arquibancada, que o Conca era mal aproveitado e que seria útil em outro lugar. Não deu outra. Saiu e foi ser feliz e útil no Flu. Ao contrário de muitos outros, por sinal, que foram pelo mesmo caminho e não tiveram sucesso algum.

Olho pro campo hoje e vejo isso acontecer com o Montoya. Igualzinho. Gringo, franzino, canhoto, sabidamente com bom controle de bola e, como com o Conca, muito melhor do que os titulares que o põem sentado no banco. Quando jogou três jogos seguidos, antes de se contundir, foi bem. Quando começava a ganhar ritmo, veio a contusão. Depois disso, jamais teve espaço. Entramos em campo com Pedro Ken, Felipe Bastos… mas Montoya, ou mesmo Bernardo, são banco.

Espero que essa história não se repita. Ou, caso se repita, que vá jogar bem longe daqui, pra não dar tanta raiva.

abraços

Zeh