Craques a granel

Daqui a pouco tem clássico em São Januário, relembrando os velhos tempos de 1927 a 1949. Uma casa cheia de charme. Vasco e Botafogo pelo Carioca de 2016, que ainda não emplacou com os jogos nômades; assim sendo, cai bem uma batalha de gigantes num gramado que é um símbolo carioca.

Boa matéria de hoje em O Dia, comentando o duelo particular entre os treinadores Jorginho e Ricardo Gomes, relembrando a trajetória dos dois. À beira do campo, Ricardo reconduziu o Botafogo à série A; se Jorginho não conseguiu evitar o descenso, parece senso comum de que melhorou a cara do Vasco – se tivesse chegado duas rodadas antes, talvez o pior não tivesse acontecido.

Quem tem mais de 12 anos de idade ainda conseguiu vê-los atuar em alto nível. Jogadores de grande capacidade técnica. Jorginho foi campeão mundial em 1994 e Ricardo só não foi o capitão da Seleção porque se contundiu às vésperas da estreia. Um lateral e um zagueiro fantásticos, daqueles que fazem muita falta nos dias atuais.

Na mesma época de Jorginho e Ricardo, nomes como os de Geovani, Tita, Cláudio Adão, Adílio, Arthurzinho, Mauricinho, Roberto, Romário, Deley, Branco, Luisinho Lemos, Moreno, Elói, Tato, Mendonça, Helinho, Gilberto e outros eram uma realidade inquestionável, só para falar de Rio de Janeiro. Ainda abalado com a perda da Copa da Espanha, mesmo assim o futebol brasileiro tinha craques a granel.

Bem diferente de hoje, sem acontecimentos positivos depois dos 7 a 1, nossos gramados precisam de uma reinvenção. Que ao menos o clássico entre Vasco e Botafogo seja um pequeno brilhante diante da tempestade de areia que insiste em maltratar a nossa maior paixão esportiva.

Coronel e Bellini, Garrincha e Nílton Santos, lá vai bola: tem festa na Colina.

@pauloandel