Começou o Campeonato Carioca

Enfim terminou esta gigantesca Taça Guanabara, uma das mais mal dimensionadas da história. Terminou, como previsível, com a vitória do time da arbitragem, graças a sete pontos tungados do Vasco (três contra o Flamengo, dois contra Fluminense e Bonsucesso), o que nos garantiria o título e a vantagem. Fechando em terceiro, o Vasco não terá vantagem alguma a partir de agora, pois ninguém que vive neste planeta acredita mesmo que a modesta AD Cabofriense vá conseguir derrotar o 16 do rubro-negro (goleiro, defesa, meio, ataque, o cara com apito na boca, os dois com a bandeira e os cegos atrás do gol).

Apesar da irritante mania do Adilson Batista de mexer na escalação a cada jogo (hoje encaramos o patético Duque de Caxias com mais uma formação tática, que comentarei adiante), acredito que, com a desvantagem, o Vasco tem tudo para se dar bem nas próximas fases. E justifico: embora o nosso treinador vá jogar retrancado na primeira partida das semifinais, com três volantes, um armador (Douglas) e, se bobear, apenas um atacante e um meia fazendo papel do outro homem de frente, no segundo jogo será preciso vencer o Fluminense. E aí, mesmo morrendo de ódio, o treinador terá de ir para cima com mais gente na frente.

E aí, amigos, a coisa será diferente. Explico o porquê.

Temos um time com sérias limitações, embora muito superior ao que nos acostumamos a ver em 2013. Mas tem uma coisa que não aparecia em campo ano passado: um tiquinho de garra. É esse ingrediente que, numa final, pode fazer a diferença.

Além de ter mais garra, e por consequência, vergonha na cara, este time tem um cara na frente que está iluminado. Edmilson é, sem dúvida alguma, um cara de boa estrela e que joga com especial amor à camisa – já se declarou vascaíno publicamente. Isso, numa final, ajuda a fazer a diferença.

Sinceramente, estou com um otimismo moderado. Acho que vamos sofrer na primeira partida contra o inconstante Fluminense, mas temos como vencer o segundo jogo. E pegar na final os nossos eternos rivais.

E aí, pode acontecer de tudo.

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Mais uma vez, baixou o professor Pardal no nosso “brilhante” Adilson Batista. Meteu em campo um genuíno 4-3-3, com dois volantes no meio, Douglas encostando no ataque e um trio ofensivo com Reginaldo, Edmilson e Éverton Costa. Facilitado, e muito, pela inexistência do Duque de Caxias, o Vasco construiu um 4 x 0 com facilidade – foi tão fácil que com dez segundos de jogo estava 1 x 0.

Parêntese: acho que o gol do Reginaldo, aos 7,87 segundos de jogo, deve ser o mais rápido da história do clube. Infelizmente, deve ser mais uma marca histórica entregue nas mãos de um jogador medíocre, assim como nosso primeiro gol de goleiro, marcado pelo Tiago.

Voltando ao jogo, o Vasco não teve qualquer problema no primeiro tempo, mas no segundo tomou um calor. Porém, com um folgado 2 x 0 e sem pressão, teve calma para construir bons contra-ataques e fechar o jogo com uma boa goleada. Até as experiências deram certo – Montoya e Bernardo entraram jogando bem, mas a fragilidade do adversário ajuda numa hora destas.

Adilson terá uma semana para, enfim, mostrar ao que veio neste Carioca. Para isso, terá de anular a vantagem tricolor de jogar por dois empates (e não dois resultados iguais, outra barbaridade deste regulamento) e atacar para chegar à final. Vamos ver se ele consegue e se, finalmente, ele tem um 11 titular para mandar a campo.

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so no gol

Se em campo a coisa andou, fora dele desandou… No minuto de silêncio, o time iria fazer uma homenagem a Bellini, com os jogadores entrando em campo, alinhando no meio e simulando o gesto de levantar a taça acima da cabeça, feito pela primeira vez no mundo pelo eterno capitão Hideraldo Luís Bellini. Não deu certo. Apenas Luan ensaiou fazer, mas acabou desistindo no meio, ao ver que seria o único.

Foi coroamento de uma semana de incompetência em torno do ídolo. Nem uma bandeira para o velório o clube mandou – a que apareceu lá foi enviada por um torcedor.

Mas não é novidade. Já fizemos o mesmo com Ademir Menezes. Triste um clube que não cultua direito os seus ídolos do passado.

Enquanto isso, o senhor Koeler segue ganhando R$ 140 mil mensais para ser CEO vascaíno.

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Se passarmos do Flu, vamos encarar o Coisa-ruim na final. Esperem para breve as matérias sobre atraso de salários e dificuldades para obter as certidões que permitem a liberação do patrocínio junto à Caixa.

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Celso Barros quer a volta do Rodrigo Caetano para o Fluminense. Seria melhor ele assumir logo o sonho de ser vascaíno…