Com a cara do Vasco!

Uma vitória com a nossa cara! De virada! No nosso Caldeirão lotado! Em cima do velho freguês! Aos 47 minutos do segundo tempo!!!

Assim como no jogo contra os tricolores baianos, contra a versão carioca, propusemos o jogo e partimos para dentro desde o primeiro minuto. Empurramos o Flu para o seu campo e se não criamos tantas chances de gol assim, ao menos na primeira real oportunidade, nosso atacante foi mortal! Cabeceou como manda o manual dos centroavantes: antecipando-se à reação do zagueiro, firme e sem chances para o goleiro adversário.

No segundo tempo, Abel mudou a estratégia do seu time o colocou em cima do Vasco. Dois pênatis, para mim, para lá de duvidosos e o rival passou a nossa frente no placar.

Aí é que vem a nossa diferença. Aí é que mostramos aos nossos detratores a grande vantagem de termos um estádio próprio. Nossa torcida, ao contrário do que vinha sendo feito antes, empurrou novamente o time e fomos buscar a virada, do jeito que a gente adora, nos minutos finais.

Uma vitória gostosa e com a nossa cara: quando muitos nos achavam mortos, vimos, viramos e vencemos!

Ainda continuo em dúvidas se Nenê deve ficar no banco… Poderia até ser o caso, mas perder a vaga para o Kelvin?!? Sei não…

E o Manga acabou sendo o protagonista do clássico. Um golaço que empatou o jogo e a jogada que acabou, sem querer, a dar a oportunidade de Nenê lavar a sua e a nossa alma!

Nota DEZ para a nossa torcida!! Será que alguém ainda acha que torcida não vence jogo?

Se em todos os jogos em São Januário lotarmos e empurrarmos o time para frente como fizemos hoje, podemos ter esperança de algo melhor no campeonato.

Sempre fui um defensor das brincadeiras, da zoação no futebol. Antes de qualquer coisa, ele é um entretenimento. Mas isso tem obviamente um limite.

Não concordo com coisas como drones acima do campo ou “enfeites” na entrada da torcida adversária.

Além de uma tremenda falta de educação, revela uma faceta que nunca foi nossa: discriminação. Homofobia não combina com a nossa história.

O território deve ser hostil sim aos adversários para fazer valer a nossa vantagem de termos estádio próprio, mas isso deve ser traduzido no gogó, no grito das arquibancadas, e nada mais.

Bola fora.

Vitória sem dúvida empolgante, mas mantenhamos os pezinhos no chão. Agora faltam 40 pontos para o grande objetivo do ano.

Créditos da foto de capa: André Durão – sítio “Globo.com”.