Casaca! É Bi! Invicto!

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Foi um jogo duro, sofrido.  Aliás como era de se esperar.  Finais sempre são jogos tensos, nervosos.  Ainda mais uma final disputada entre dois times que têm um no outro sua imagem e semelhança, com poucas diferenças.  O Botafogo é o único time que se aproximou de nos vencer. No entanto, não conseguiu. Valorizou nosso bicampeonato com muita bravura e jogo limpo, devemos ressaltar..

A partida de hoje foi uma partida truncada, com jogadas ríspidas , muito erros de passe, principalmente nossos, com  a marcação deles na saída de bola.  Tal qual fazemos com nossos adversários.  No entanto, com toda a marcação intensa deles, valeu a presença de espírito, o entrosamento desde o ano passado, a frieza e precisão cirúrgica de Nenê na cobrança de falta da  ponta direita para a cabeçada mortífera de Rafael Vaz.  Aliás este merece um capítulo a parte em se tratando desta final.

Rafael Vaz entrou no intervalo na vaga de Luan, por problemas médicos. Luan vinha cumprindo discretamente seu papel, com alguns erros nos lançamentos longos, mas sem maiores sobressaltos.  Rafael Vaz se transformou no personagem desta final. Quando o Botafogo fez o primeiro gol, houve dois erros. Primeiro, do lateral Juilo Cesar, que permitiu o cruzamento da direita do lateral Diogo; e depois do posicionamento errado de Vaz, que permitiu que o meia Leandrinho, pequenino, subisse entre ele e Rodrigo e cabeceasse forte, sem chance para o grande Martin Silva.  Ressalte-se que a falha principal foi dele, mas podemos creditar também a Julio Cesar por permitir o cruzamento da direita.  Mas quis o destino que o mesmo Vaz tivesse a chance de redenção, quando, em uma cobrança de falta de Nenê da ponta direita, subisse mais que o mesmo lateral direito que cruzou para o gol do Botafogo e mandasse a bola para o fundo das redes. Uma verdadeira catarse tomou conta do Maracanã em uma celebração efusiva.  Simplesmente o personagem desta final, tal qual em um jogo contra os molambos em que marcou o gol da vitória no último minuto.

No mais, como falado antes, foram 90 minutos de um jogo em que não faltou emoção, raça e alguma rispidez. Mas nos momentos em que foi necessário, o Vasco mostrou porque foi bicampeão invicto, por sinal invicto há 25 jogos agora. Uma equipe com um esquema tático preciso defensivamente, em um excelente trabalho da comissão técnica. Não apenas Jorginho, devemos também destacar o auxiliar Zinho, fundamental no incentivo ao elenco, a Alex Evangelista com o suporte do CAPRES, enfim ao trabalho em equipe.  A união faz a força.  Parabéns ao belo trabalho feito pelo Vasco que, não a toa, é bicampeão invicto, com toda a justiça.

CASACA! CASACA! A turma é boa é mesmo da fuzarca. Vasco! Vasco!  Agora, colina histórica é comemorar e comemorar por um dia. Mais adiante, teremos jogo pela Copa do Brasil contra o CRB, que, por sinal, será um dos 19 adversários que teremos que suplantar para voltarmos a Série A.