Boicote

Quando o Douglas entrou sozinho, na cara de Fernando Prass, e deu um bombão no travessão, eu vi que era a hora de abstrair. Continuei de corpo presente à frente da TV, mas já não prestava mais a atenção de antes. Há um problema psicológico – talvez psiquiátrico – acabando com o Vasco. E ele também passa pela gente.

Não vi um único vascaíno otimista para o jogo com o Palmeiras. A derrota era esperada, tida como normal. Um empate seria quase um milagre. Vitória? Impossível. Tomamos de quatro a zero. Jomar, o beque no qual eu tanto levo fé (eu não devo entender merda nenhuma de futebol mesmo. Tinha de aposentar os dedos desse blog…) teve uma das atuações mais catastróficas que me lembro de um beque do Vasco, comparável àquele Rogério, vindo do Flamengo, que só atuou numa noite de terror contra o Cruzeiro em São Januário. Milton Mendes tinha zero beques no banco, para sacar o Jomar em tarde trágica. Nenê não acertou nada. Luis Fabiano foi pífio. Nossos laterais não marcam ninguém. Henrique é uma avenida.

O time criou oportunidades. Encarou o poderoso campeão brasileiro de frente. E sucumbiu a uma série de falhas individuais, na frente e atrás, que nos condenaram a um resultado enganoso. Sair para o intervalo com um empate não teria sido surpresa para o que se deu em campo. Mas com os nervos em frangalhos, tudo dá errado.

Domingo é dia da torcida lotar São Januário e ajudar esses caras a conseguirem reverter essa história. Sei que é facil falar isso de 1200 km de distância, mas é o que eu faria.

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Com a graça de Deus, a oposição vascaína se reúne em torno de um nome. Pouco sei (ainda) da trajetória de Alexandre Campello, mas qualquer vascaíno mediamente informado sabe de quem se trata. Confesso um grande alívio por duas razões: a primeira é a união de grandes grupos em torno de um nome. E a segunda por este não ser o de um fantasma de passado desconhecido. Espero falar muito e bem deste nome por aqui.

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Inadmissível o episódio de violência ocorrido dentro de nosso clube, no sábado passado. São fatos que não cabem na nossa história de clube democrático. Precisamos nos libertar desse mal que nos acomete.

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Sempre procurei manter aqui uma imparcialidade, elogiando e criticando situação e oposição do Vasco quando mereciam. Chegou a hora de mudar um pouco isso.

Li, há umas semanas, um texto de uma cidadã ligada a um grupo de esquerda pedindo por amor de Deus que seus camaradas parassem de falar mal de Jair Bolsonaro, porque estavam dando a ele uma publicidade e uma divulgação que ele não teria com suas próprias ações. Ou seja, quem mais citava o nome do candidato da direita era a esquerda, a oposição.

É exatamente isso que acontece no nosso clube. Os nomes do presidente e de seus familiares e assessores são lembrados a cada sofrimento. E ai, nós damos a ele, “grande líder”, publicidade. Os holofotes que ele tanto deseja.

A enorme maioria das pesquisas feitas na internet são textuais, em busca de termos, compostos de uma ou mais palavras. Se você experimentar uma busca pelo nome desse cidadão e resolver fazer uma simples contagem dos textos positivos e negativos, terá a comprovação de que é a gente que o está ajudando.

Convido então os amigos a um boicote. Muito simples. Aqui neste blog não se cita mais o nome do presidente do Vasco. Será dessa forma – presidente, vice de futebol – que vou me referir ao cidadão daqui pra frente. Aqui o nome dele não aparecerá mais. Até agora, a torcida agiu de forma contrária. Xingou, protestou, criou comunidades exigindo sua saída… E o sujeito lá. Impávido. Inatingível. Pelo contrário, sendo reforçado pelos xingamentos vindos de cá.

A minha proposta é por uma mudança de foco. Conduzí-lo, em vida, ao ostracismo que merece. Não mais citar o seu nome. Ele apenas será o elemento sentado na cadeira de presidente do nosso amado Vasco. Se Deus quiser, por um breve espaço de tempo.

Convido você, vascaíno, a pensar nessa alternativa. Pode (deve) criticar. Mas não escreva o nome dele. Deixe esse termo sumir no esquecimento rápido das redes sociais.

Enquanto isso, todo apoio ao Vasco da Gama em campo. Milton Mendes e os jogadores não têm culpa do que acontece em termos administrativos no clube.

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