BICAMPEÃO!!!

Na minha coluna postada logo após o nosso descenso, eu escrevi:

Adoramos vencer, mas nem sempre é possível na hora em que queremos que seja, mas com absoluta certeza será na hora correta, da maneira mais gostosa, sem qualquer sombra de dúvida sobre o nosso triunfo.”

E assim foi a história desse nosso bicampeonato.

Fomos absolutos. Fomos melhores em TODOS os quesitos. Não tomamos conhecimento de qualquer um dos rivais, sejam os mais ou os menos tradicionais.

Fomos um sucesso em todos os clássicos. Viemos, vimos e vencemos… Invictos! Pela sexta vez!

Campeões! Bicampeões! Pela 24ª vez o Rio de Janeiro é nosso!

Findo o jogo, em meio ao barulho ensurdecedor no Maracanã com as comemorações do título, minha filha me liga (um problema de saúde a impediu de ir ao jogo comigo) e fala um monte de coisas as quais eu entendo muito pouco.

Mas do que entendi, ouvi ela pedir a faixa de campeão. E vocês sabem: se ela pede, é uma ordem!!!

Gabibi

Na saída do estádio, entre gritos de Casaca e de BIcampeão, ouço um vascaíno gritando a plenos pulmões: TRIcampeão!!!

Ao perceber que eu não entendia ele virou-se e me lembrou do título roubado de 2014…

Juntei-me a ele: TRICAMPEÃO! TRICAMPEÃO! TRICAMPEÃO!

Vi a festa dos campeões organizada pela FERJ e nela o craque do campeonato eleito foi o Nenê.

Sem dúvida um dos melhores jogadores dessa edição, mas para mim o melhor tem nome e sobrenome: Martín Silva!

Simplesmente espetacular! Em praticamente todos os clássicos, ao menos duas defesas de alto grau de dificuldade.

Devemos muito de nossa hegemonia a ele.

E por falar no nosso goleiro, não posso ficar calado diante da coluna do nosso patrono escrita hoje mesmo mais cedo…

Nela, ele defende uma tese em que Martín Silva falhou no gol sofrido na decisão. Alega de uma maneira muito simples o velho e batido (errado!!) chavão: “bola cruzada na pequena área é do goleiro”!

Para quem não sabe, fui goleiro. No futsal (na época em que esse esporte ainda chamava-se futebol de salão…), no futebol de campo e no beach soccer (que também na minha época chamava-se futebol de areia…). Foram cerca de 5 anos em que passei por clubes de menor expressão e o mais conhecido foi o Fluminense.

Portanto acho que tenho conhecimento de causa para opinar. E é claro que eu discordo totalmente da opinião do Zeh Catalano.

Com um olhar mais atento, percebe-se que o cruzamento executado pelo jogador alvinegro foi feito perto da linha de fundo, no lado esquerdo da defesa vascaína, e com a perna direita.

Gol Bota

Nesse tipo de cruzamento, se bem executado, como foi o caso, a bola ganha um efeito mortal: ela parte do fundo e “foge” do goleiro em direção ao centro da área. Péssimo para o goleiro, péssimo para os zagueiros que, ao contrário do atacante que vê a bola de frente para o gol, a vê de uma maneira torta, tendo que se virar para afastá-la, ou no máximo cabeceá-la para escanteio.

A falha foi de marcação da defesa do Vasco. Julio César não estava marcando o avanço do atacante pela direita, Rodrigo teve que sair para dar cobertura e nisso, tanto Rafael Vaz quanto Madson, não se entenderam no posicionamento para marcar o outro atacante alvinegro.

Para não discordar 100% do meu amigo, vale dizer que concordo que no caso do nosso gol, houve sim falha do goleiro Jefferson.

Notem que ao contrário do gol do Botafogo, a falta batida pelo Nenê foi com a perna esquerda pelo lado direito do ataque. O efeito na bola é favorável ao goleiro, ao contrário do gol botafoguense, pois ela faz uma curva e caminha em sua direção, facilitando a sua defesa.

Gol Vasco

E nem vai dar muito tempo de comemorarmos…

Quarta já temos o primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil – a nossa série A nesse ano, contra o também bicampeão estadual CRB.

No sábado, nossa estreia na caminhada de volta à elite do futebol. Infelizmente ou felizmente já temos experiência e sabemos bem o que encontraremos nessa longa caminhada.

Que nesse ano, ao contrário de 2015, os efeitos do título sejam benéficos e que nossos outros objetivos (mais importantes…) sejam alcançados.