Bendita Copa do Mundo.

Ainda bem que vai ter Copa.

Não aguento mais ver esse bando em campo com a camisa do Vasco. Precisamos, todos, de umas férias, nas quais veremos futebol e não isso que temos testemunhado. Não que eu acredite que as férias forçadas vão ser mágicas e fazer o bando jogar bola. Mas é um mês a menos de sofrimento antes da tão esperada eleição.

É um verdadeiro milagre que com o patético desempenho do time até agora, estejamos a apenas sete pontos do líder. Se conseguirmos uma vitória contra o poderosíssimo Boa Esporte na 3a feira, terminaremos numa colocação tolerável. E poderemos descansar a cuca vendo a Copa.

Esse blog começou seus dias muito motivado pela inércia que tomou conta do clube nos dias seguintes à hecatombe de Joinville, quando ninguém – situação ou oposição – firmou posição em defesa da instituição Vasco. Pagamos um preço caríssimo com nossos portões fechados, jogos fora do Rio e, cereja do bolo, em plena suspensão, uma volta ao estádio onde tudo aconteceu, para jogar uma partida da segunda divisão. O estádio, no qual se permitiu uma partida de 1a divisão sem nenhum policial presente, este não sofreu nenhuma sanção. Inevitável comparar ao Santa Cruz e sua privada voadora, que assassinou um torcedor rival e levou dois joguinhos de suspensão.  E lá foi o Vasco escrever mais uma página do seu atual rosário de humilhações.

Ontem, quinze minutos de futebol razoável foram suficientes para abrir um a zero sobre a Flamenguesa. E só. Mais um gol em circunstâncias esquisitas e o time se desequilibra completamente. O empate no intervalo já mostrava o que Adilsn faria. Tirar o Montoya. Sempre. Ontem, o que de melhor aconteceu foi a troca de posições entre ele, Montoya, o letárgico Douglas e Biteco, cujo apelido vem do sobrenome, Bittencourt. Sacar Pedro Ken? Nunca! Precisamos nos defender da Portuguesa, penúltima colocada do campeonato. Tirar o inoperante Fabrício? Não, pelo mesmo motivo. Mudar o goleiro alucinado? Não! Jamais! Diogo Silva comete sandices jogo após jogo e é “prestigiado”. Enquanto isso, Montoya entra 45 minutos e, jogue bem ou mal, é sacado.

Até quando?

Confesso a extrema dificuldade em escrever esse texto. Não por falta de assunto, mas pela monotonia. Todo dia é a mesma coisa. Vou resumir e você escolhe sobre qual partida – qualquer partida do Vasco – estou falando:

O time jogou muito mal. Adilson mudou o time no intervalo e trocou a formação toda. Montoya foi sacado no intervalo. Diogo Silva fez duas boas defesas e cometeu falhas cabeludas. Luan, antes seguro, mais uma vez atrasou uma bola para o atacante adversário. O time rodou, rodou, rodou mas quase não chutou a gol. No final, desespero e todos tentando resolver em lances individuais neutralizados pela própria incapacidade técnica. Rodrigo saiu contundido. Douglas pareceu cansado de batalhar na aridez técnica que o envolve. Armou as jogadas e apareceu para uma tabela que nunca aconteceu. Com isso, deu as costas e voltou andando, contrariado. A arbitragem, como sempre, atrapalhou. Fica claro que, nos próximos, precisamos jogar o suficiente para ganhar de quinze adversários. Como sempre foi.

Tá bom? Não, né? Saco cheio.

Enquanto isso, Roberto ri na televisão. Na boa, por que não pega o restinho de dignidade que lhe resta, se alguma, e vai pra casa? O que quer mais do Vasco?

E os demais? O que dizem?

*****

Complemento – 01/06/2014 12:55h

Matutando por aqui, passou me uma ideia assustadora pela cabeça – a de que o Vasco esteja arrastando a demissão de Adilson para passar a Copa inteira enrolando, à cata de um nome,  e com isso economizar um mês de salário de técnico. Se os gênios que (des)governam São Januário realmente estiverem pensando nessa “economia”, preparemo-nos para lutar para não cair à Série C. O pior é que, vindo das pessoas que lá estão, essa ideia não me parece uma hipótese a ser descartada.  Oremos…

abraços

Zeh