Bangu 1 x 3 Vasco

Começo pelo último lance: que barato ver o gol olímpico do Nenê no final da partida. O futebol precisa de magia, de lances marcantes, daqueles que os espectadores nunca mais se esquecem e esse foi um deles.

A vitória já estava consagrada num jogo que, se não foi brilhante, claramente foi melhor do que o do clássico de domingo passado, especialmente pelo poder de reação depois do gol de Loco Abreu – sempre um problema para o Vasco -, pela bela cabeçada de Guilherme no primeiro gol vascaíno e pela pintura do terceiro gol. Guilherme e o goleiro Jordi foram monstruosos.

O time, com mais jogadores jovens, teve mais fullgás para enfrentar um adversário sempre complicado e dentro de sua casa. Não é o caso de se perseguir os veteranos, longe disso, mas tenho falado disso regularmente com Catalano: é impossível atuar com força e qualidade física o tempo inteiro tendo nove ou dez atletas de trinta e poucos anos. Mera questão de mudança dos tempos no futebol, que antigamente priorizava o estilo e a qualidade técnica, sendo hoje muito mais brigado no aspecto físico.

Se o caso não é de mil maravilhas, e está muito longe disso, ao menos demonstra que com um pouco mais de calma, alguns problemas do time do Vasco podem ser resolvidos dentro de São Januário mesmo.

A torcida lotou Moça Bonita. É um estádio que comumente já recebeu três ou quatro vezes mais público no passado, está na porta do trem e merecia um retrofit à altura como alternativa à agonia do Maracanã.

Jogo com sabor de antigamente, disputado e guerreiro. Melhor, o Vasco prevaleceu e amenizou as fúrias justas. O campeonato carioca pode ser bem melhor, basta que os dirigentes saiam do comodismo de cotas da TV e tenham vontade política. nenhum campeonato deve ser um mero passatempo de TV.

Domingo tem Resende em casa. Aporrinharam o Fluminense no meio de semana. É jogar com seriedade e manter a pegada do segundo tempo em Bangu.

@pauloandel