Author: Kiko Abreu

Nosso comportamento ontem foi digno de nota em qualquer livro futuro sobre o futebol mundial. O de uma torcida inteligente, sofridíssima nestes últimos 14 anos, mas com um amor incondicional ao clube que soube separar as coisas.

Como em 2015 eu ainda serei vascaíno e boa parte dessa cambada estará fora cuidando da “carreira” deles, cabe a mim, a você, a todos nós fazermos este último esforço, essa última injeção de ânimo para que consigamos voltar ao nosso lugar de direito.

Passadas algumas horas após a definição da eleição no Vasco, minha sensação é semelhante a alguém que tem um parente próximo, com uma doença incurável qualquer, que agoniza em um leito de hospital ou em casa, numa situação sem volta em que se prefere até que a morte traga alívio para o próprio e para quem ainda vai ficar por aqui, mas quando efetivamente o falecimento acontece, ao invés do esperado alívio, há a sensação de tristeza profunda…

Um jogo nem um pouco condizente com o imenso apoio daqueles que amam incondicionalmente o Vasco e, a despeito da situação atual do time e do clube dentro e fora do campo, comparecem ao estádio para apoiar e mostrar ao mundo que não concordamos com o que estão fazendo com o nosso Vasco, que nossa história de glórias e superação não pode continuar a ser manchada por aqueles que querem apenas do Vasco se aproveitar.