Aquele martírio de sempre

Depois de duas rodadas ausente, consegui enfim assistir à metade final do jogo do Vasco contra o Goiás, no eterno Serra Dourada. Na verdade, consegui ligar a TV na hora em que um jogador do Goiás tentava extrair o pé de Richard, do Vasco, numa entrada criminosa que o VAR achou ser de cartão amarelo. Dai pra diante, o mesmo de sempre: o time recuando inexplicavelmente para defender um um a zero contra um rival mais fraco ainda, e levando sufoco.

Continuamos assistindo aos jogos do Vasco como se fossem filmes de terror, daqueles em que você fica esperando o assassino massacrar a mocinha com uma machadada no meio do crânio. A cada cruzamento na área, aquele eterno Deus-nos-acuda, aquele inferno que se repete por minutos intermináveis, aquela sensação de que a manhã de segunda vai chegar e você vai continuar no sofá rezando ou ajoelhado diante da TV para o jogo acabar, para que o poderoso adversário da ocasião, no caso o Goiás, não empate o jogo aos 52 minutos do segundo tempo

Do lado de fora do campo, Luxemburgo implora para que o time não recue tanto e jogue bola. E a gente sofrendo. O juiz, o careca que sempre prejudica o Vasco, deu oito minutos de prorrogação. Nesses minutos, o Goiás contava com nove em campo, pois um jogador tinha saído, sem condições, e o outro se arrastava. Ainda assim, não tomamos o gol de empate por divina misericórdia, pois Rafael Moura, o he-man, que adora fazer gols no Vasco, teve a chance de empatar numa bola cruzada da direita de ataque, nas costas de Henrique (até quando, meu Deus…) em que três beques olhavam para a bola e o atacante subiu sozinho e cabeceou para fora com o gol vazio, antecipando a saída desesperada de Fernando Miguel. O Goiás tem um excelente goleiro, e um pontinha chamado Michael, que infernizou a vida do horroroso Henrique. E só. E foi contra esse esquadrão o nosso sofrimento da vez.

Saímos de Goiânia com os três pontos e sem Marrony, corretamente expulso nestes minutos finais de martírio. Devo ir assistir ao jogo do próximo final de semana aqui em Brasília, contra o império do mal. Mas sinceramente não sei o que esperar. As melhores partidas que o time fez até agora foram exatamente contra os adversários mais fortes, Grêmio e Palmeiras, ambos fora de casa e sem a responsabilidade dos três pontos. Qual será o Vasco que veremos em campo em Brasília? O corajoso ou o medroso?

Não sei quanto por quanto tempo teremos a alegria de ver este Thales Magno em campo com a camisa do Vasco. Aproveitemos, porque certamente vai durar pouco.