Aniversário de um Gigante Adoecido

Há uma semana foi completado o aniversário de 116 anos do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Pensei seriamente no que escrever.

Pensei na sua história contra o racismo, sua representatividade na Seleção Brasileira, seus incontáveis ídolos do passado que nos proporcionaram alegrias, na sua torcida, que outrora foi imensa e feliz.

Pensei em esperar o jogo contra o Avaí para tentar redigir um texto mais aprazível.

Confesso mais uma vez que não vi o jogo, estava em Bangu com a minha família e acompanhava o placar por um site em tempo real, quando me deparo com o placar de 2×0 no primeiro tempo.

Larguei de mão, pois estava mais feliz jogando um vídeo-game com meus sobrinhos.

Ao chegar em casa, corro para a internet para ver resultado e os gols.

Confesso que fiquei triste, fiquei abalado. O clube está jogado às traças, os fardos que comandam o clube e os que estão por vir não sentem a dor e a vergonha que nós, 7.5 milhões (tá bom Ibope!) estamos passando.

A queda do fraco Adilson Batista não mudará nada. Já disse e repito, treineiros antigos, antiquados e ultrapassados que somente ficam na dança das cadeiras pelos clubes, recebendo salários irreais com a conivência desses porcos que estão no comando não vão resolver.

Não acredito que o time tenha jogado para derrubá-lo. O time é horrível. Até o simpático e esforçado – sim, somente esforçado – Martin Silva deu uma de Diogo.

Um time sem alma e sem brilho.

Esperei o jogo contra o ABC para ter certeza de que o problema era o Adilson. Vã esperança.

Chega o momento de mudanças radicais, que não devem ser capitaneadas por essa palhaçada que se tornaram as eleições. Robertos (Dinamite e Monteiro) e Euricos não são a solução.

Como utopia, minha ideia era a torcida assumir o Vasco.

Dane-se estatuto, que se exploda Conselho de Beneméritos. Só queria que dez por cento desse número fabricado pela mídia de torcedores, se aglomerasse em frente ao nosso clube e expulsasse quem lá está e impedisse quem está fora entrar.

Esqueça torcidas organizadas, vagabundos travestidos que são manipulados e são usados como fantoches por esses vermes que estão cercando São Januário.

Tomemos de assalto São Januário.