Alívio, deboche e Copa

vasco 2 0 oeste band

Alívio

A chegada ao G4 é o mais importante de tudo até agora no campeonato para o Vasco. Claro que seria melhor que com atuações de grande porte e consistentes. Ou ainda a liderança. Mas um passo de cada vez.

O time é o que aí está, o treinador também. O foco deve ser o da volta tranquila à série A em 2015 e, sem desmerecer os adversários nem deixar reconhecer as atuais fraquezas de São Januário, o time vascaíno tem potencial suficiente para não somente subir como vencer a competição. Fabrício deu consistência no combate e o novato Rafael Silva estreou como pé-quente.

Além de tudo, a vitória sobre o Oeste tira mais um rubro e preto do caminho. E encerra essa maldição de jogos com portões fechados, o verdadeiro túmulo do futebol para punir justamente quem não teve culpa: a torcida de bem, 99,999999% de qualquer arquibancada. Sem contar a verdadeira tolice que se é realizar um jogo de futebol profissional sem ingressos à venda.

Nem preciso dizer da falta de coerência nas punições. O assassino do vaso sanitário no Recife é um exemplo emblemático desta situação.

Reitero: o Vasco está pagando o preço da punição por um jogo que sequer deveria ter sido começado, vide o surreal argumento que justificou a ausência de polícia em Joinville. Punido deveria ter sido quem permitiu tamanha sandice.

Página virada, fincar posição na dianteira e seguir com força na Copa do Brasil. Dá.

Deboche

Mais um passeio no Maracanã e a nova piada de ontem estava em flamenguistas terem dito que o Flu ganhou roubado por causa da “falta” cometida por Fred no primeiro gol tricolor.

Só pode ser por deboche. Ou perda das faculdades mentais lúcidas.

Raras vezes o Maracanã foi palco de uma disputa na área tão ridiculamente ensaiada pelo fanfarrão Felipe.

Deviam ter publicado que era chororô: afinal, não foi assim que trataram a tunga no golaço de Douglas, incrivelmente não validado, assim como a gatunagem final no impedimento que garantiu o título estadual?

Dificil saber onde começam e se misturam aquele deboche, a ignorância e a esquizofrenia.

Copa

Hoje estamos a menos de um mês da Copa do Mundo de 2014.

Até por conta do outono, as ruas são um frio só. Geladas, tímidas, silenciosas. Não era isso que o povo brasileiro efetivamente merecia.

Tomara que, na iminência do grande evento, fique de lado a total indiferença hoje vista, fruto de cansaço com várias coisas: a corrupção que sugou bilhões das obras, a enrustida imposição midiática de dois times “maiorais” contra o resto, os desatinos de se ter futebol sem as classes populares nas arquibancadas e meio mundo afora.

@pauloandel