Algo está errado…

Chegamos ao terceiro jogo em que jogamos mal. Muito mal.

Ok: ainda estamos invictos e a classificação para as semifinais da Taça GB é praticamente certa, mas alguma coisa desandou nesses últimos três jogos.

Vencemos o Botafogo tomando uma pressão imensa e até com ajuda de erros da arbitragem. Empatamos com o Flamengo graças a atuação magistral de nosso goleiro e uma boa dose de sorte. E hoje, mais uma vez jogando mal, empatamos com o Volta Redonda.

Alguns podem argumentar que o Voltaço é o melhor dos pequenos, mas convenhamos… O melhor dos pequenos nem chega perto do pior dos grandes. A diferença técnica é muito grande e sou até capaz de apostar que nas semis teremos mais uma vez os quatro grandes se enfrentando, sem nenhuma surpresa, como no ano passado.

De diferente no jogo de hoje em relação aos dois últimos, é que o Volta Redonda não fez a tal marcação alta que fizeram alvinegros e rubro-negros – o que aliás nos criou imensas dificuldades, mas jogou como sempre jogam os pequenos: fechadinho, apostando num ou noutro contra-ataque.

E as melhores chances para o adversário foram se multiplicando e eu não sei até quando a sorte estará ao nosso lado… Só fomos dar o ar de nossa graça, nosso primeiro ataque com real chance de gol, aos 44 minutos do primeiro tempo!!! E o gol veio em seguida, num ótimo passe de Yago Pikachu, para o Madson fazer o que mais sabe – correr, e Nenê, num drible de corpo, nos colocar em vantagem.

Não é possível que as ausências de Julio dos Santos e de Jorge Henrique tenham nos afetado tanto assim. Além disso, a insistência no Madson é algo que não consigo entender… Pena que o menino Caio Monteiro nãos tenha repetido as boas atuações e deu a entender que se trata de um jogador para entrar no decorrer da partida… Espero que tenha sido apenas uma má impressão.

Veio o segundo tempo e o pênalti desperdiçado pelo Nenê. Nem vale comentar. Fazia quase cinco anos que o cara não perdia um pênalti sequer. Melhor agora que num jogo mais decisivo. Nenê tem (muito!) crédito.

Continuamos jogando muito mal, lento, desinteressadamente, como se o um a zero fosse definitivo, como se já estivéssemos nos acréscimos da partida… Ledo engano…

Para piorar, tivemos que novamente ter pesadelos ao ver William Bárbio como a solução para nossos problemas. Mandou muito mal Jorginho!

O ferimento foi leve. De prejuízo apenas a liderança perdida nos critérios de desempate, mas ainda enfrentaremos os tricolores e isso pode ser revertido.

Mas urge o Jorginho verificar o que há de errado. A Taça GB está chegando ao fim e nas semifinais pode ser que não demos tanta sorte assim.

Não posso deixar de registrar a estapafúrdia história noticiada nesta semana de que o nosso maior rival teria nos solicitado a cessão de nosso estádio – aquele mesmo que a torcida deles carinhosamente chama de “chiqueiro”, para utilização durante o Campeonato Brasileiro.

Se fosse eu flamenguista e se eles tivessem um pingo ínfimo de vergonha na cara, nem sequer pensariam numa possibilidade dessa.

É muita cara de pau para o meu gosto e que bom que o Eurico deu uma resposta a altura da escrotidão de tal pedido.

De bom apenas registrar que eles conseguiram o que é muito difícil: uma quase unanimidade em torno do nosso atual presidente – não conheço um só vascaíno, seja da situação ou da oposição (ou de nenhuma das duas) que sequer tenha cogitado aceitar tal proposta indecente.

Vergonha na cara é algo que não nos falta. Ainda bem.

Foto de capa: Gazeta Press