Aleluia!

6 a 0. Vitória de Martin Silva. Não por ter feito nenhuma espetacular ou decisiva. Mas por ter me dado os primeiros noventa minutos de tranquilidade em anos e anos. Quando chamado a atuar, como na defesa cara a cara no erro do Rodrigo, saiu com calma, impôs respeito e fez a defesa. Mas, principalmente, saiu de debaixo dos paus um sujeito azarado. Ruim e azarado, pois até hoje, tudo o que pererecava na área do Vasco ia pra dentro do gol.

A velha máxima de que um grande time começa por um grande goleiro é mais que verdadeira. Até em pelada se sabe que se o seu time tem um bom goleiro, você pode até errar que tem um cara lá atrás que vai fazer o dele e segurar as pontas. Imagine você jogando no Vasco, na defesa, cabeça de área, lateral sabendo que seu goleiro é o Diogo Silva…

Guiñazu e Aranda funcionaram maravilhosamente bem, principalmente quando a bola voltava com o Vasco no ataque. Praticamente todos os rebotes ofensivos foram deles. Quando mais entrosados, vão dar a solidez que não tivemos em anos.

Edmilson também foi muito bem. Se não é um grande craque, é um jogador muito útil, um sujeito que corre o tempo todo, se posiciona bem, sabe chutar e cabecear. E ainda se declarou Vascaíno após o jogo.

Montoya, enfim, fez sua estréia no Vasco. Buscou o jogo, correu, lutou, driblou. Se repetir essa atuação em três jogos, se firma e dará alegrias.

Mas definitivamente, este parece ser um início de um time raçudo do Vasco. Se não perdermos jogadores por contusão, Guiñazu, Aranda, Juninho, Edmilson e Rodrigo são a garantia de seriedade e a raça – que sempre foi nossa característica em campo.

Mas nem tudo foi maravilhoso. O tal esquema com três cabeças de área e três atacantes só funcionaria se tivéssemos dois grandes laterais para levarem o time ao ataque pelos dois lados do campo. E isso não parece ser verdade. É muito cedo pra falar que ambos – André Rocha e Marlon – são ruins, mas claramente não são Mazinhos. Ambos marcaram razoavelmente bem. André Rocha ainda acertou um maravilhoso cruzamento que, cá entre nós, não víamos há anos. (Fágner, tão querido pela torcida (eu inclusive) não acertou um único sequer parecido em 2013.) Marlon fez um gol. Mas foi só.

O jogo foi resolvido pelo “ponta-esquerda” Montoya, que veio buscar jogo no meio e resolveu o problema da falta de cérebro no meio-campo. Cérebro e ofensividade. A jogada do pênalti lembrou o cara que a torcida viu em vídeos antes de sua estréia.

Felipe Bastos também foi um problema conhecido. Seu futebol pedante mais uma vez não aconteceu. Isso não nos criou problemas porque Guiñazu e Aranda resolveram atrás e Montoya resolveu na frente.

Não víamos um 6 a 0, até onde pude pesquisar, desde o Botafogo em 2010.

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E eis que, no meio da transmissão, mostra-se Eurico Miranda baforando o seu charuto. Sexta-feira, aquele jornalista que odeia o Vasco postou em sua coluna que a gestão Roberto estava ressuscitando o Eurico.

Quem quer ressuscitar o Eurico é a imprensa. Pois ela odeia o Vasco e quer vê-lo por baixo. Quer tirar do Vasco a simpatia que sempre despertou em todos para torná-lo figura de chacota e perseguição, como bem sabemos. Fomos o time (provavelmente a marca) mais odiado do Brasil por cerca de dez anos. Perdemos este título para o Fluminense. Mas a imprensa está preparadíssima para nos recolocar neste olimpo indesejado. Falar o tempo todo do Eurico é fazer campanha eleitoral para ele.

De que modo? Simples: Muitos Vascaínos votarão nele só porque este jornalista fala mal do cidadão. Acham que ele o faz por medo de um Vasco forte, quando na verdade quer é minar o Vasco ajudando a reeleger o Eurico.

Importante: o texto acima não avalia a candidatura Eurico. Apenas mostra que é de interesse da imprensa, daquela imprensa, que ele volte.

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Último ponto: um pouquinho de polêmica. Desde que o Rafael (aquele que foi pro Fluminense por 30 moedas de prata) saiu do Vasco que não temos mais goleiro. Prass nunca me deu tranquilidade. Não era uma dessas coisas que tivemos em 2013, mas não era goleiro pras nossas tradições.

Boa noite, Vascaínos!

Zeh Catalano