Adeus

Roberto tunel

Acabou.

Depois de mais noventa minutos de um espetáculo deprimente, aos quais nos acostumamos a testemunhar uma, duas vezes por semana, estamos de férias. Férias de tanta ruindade e, pior, desinteresse.

Já tivemos jogadores ruins de bola, pernas de pau dedicados que honraram a camisa histórica que vestiram. Guiñazu é uma prova disso. Exceção nessa desgraça de time. Qualidade tendendo a zero, dedicação nota dez. Reconhecida pela torcida. Posso estar enganado, mas me pareceu que Guiñazu desistiu de jogar num determinado momento do 2o tempo da patética atuação contra o Avaí. Daquele instante em diante, parou de correr e passou a ficar parado no meio de campo. Correr pra que, cercado de um bando de indolentes?

Ainda acerca do jogo, o Vasco tinha tomado uma humilhante goleada de cinco a zero do Avaí dentro de São Januário. Um simples empate bastaria para manter o adversário na segunda divisão, vingança suficiente para a humilhação sofrida. Motivação suficiente para o time correr e lutar pela vitória com todas as forças. Doce ilusão. Em cinco minutos, já dava pra ver que nada aconteceria. Pois é…

Cancelo hoje o pay per view. Espero que pra sempre.

Amanhã, 2 de dezembro, Eurico assume. Não temos muitas esperanças de mudanças pra bem.

Precisamos de duas faxinas.

Uma em São Januário. Como postado aqui meses atrás, não há crise que justifique o estado das coisas na nossa casa. Falta de vergonha na cara de apresentar ao Vascaíno aquele estado das coisas. Banheiros nojentos, arquibancadas imundas, um desrespeito ao torcedor que paga para ir ao clube. Isso sem falar no parque aquático e ginásio, ambos entregues ao abandono completo.

A outra dentro de campo. Existem elementos que não podem vestir (não poderiam nunca ter vestido) a camisa do Vasco. Salvaram-se, na minha opinião o goleiro, os três beques – Luan, Rodrigo e Douglas Silva – Guiñazu, Maxi Rodrigues e Crispim. O resto deveria ouvir um obrigado e ser convidado a se retirar de São Januário.

Montoya. Sinceramente não sei o que dizer sobre esse cidadão. Nas poucas partidas – ainda no carioca de 2014 – quando entrou como titular, ia bem até se contundir e passar tempos fora. Nunca mais se firmou. Será que teve chance em sua posição?

Douglas. Fundamental para espaparmos da segundona. Jogou o mínimo necessário. Só. Enquanto Guiñazu se matava, este se amparava em sua classe para se esconder. Bateu pênaltis, liderou um bando de indolentes. Só.

*****

Se imagine presidente do Vasco e deputado. Imagine ver isso tudo ruir, da noite pro dia e se ver relegado ao (merecidíssimo) ostracismo. Aposentadoria forçada, com as pessoas unanimemente querendo vê-lo pelas costas. A vida não será fácil para Roberto Dinamite. Se o dinheiro, sempre ele, bastar em sua vida, viverá confortavelmente o resto dos seus dias sem preocupações. Caso contrário, se precisa dos holofotes, da bajulação, do personagem, vai definhar com o isolamento.

Roberto Dinamite só voltará (talvez) a ser Roberto Dinamite para o Vascaíno no dia em que partir dessa pruma melhor. Nesta, acabou.

Adeus, Roberto. Até um dia.

Eurico, pelo amor de Deus, não nos faça sentir saudade dele. O clube não aguenta.