Aborrecimento

Vasco 1 x 1 Fluminense. Irritante. Um jogo controlado, dentro de casa, contra um time recheado de garotos. Depois de, mesmo jogando mal, sair na frente, já na metade do segundo tempo, o time simplesmente parou de jogar bola e se entrincheirou para segurar o magro 1 x 0 que havia conseguido.

Daqui de longe, pela tv, você vê que aquilo não vai dar bom resultado. O técnico parece que não enxerga. Coloca Kelvin, que não acerta absolutamente nada do que tenta. Depois tira Andrés Rios, autor do gol, para colocar Bruno Silva, para tentar defender o resultado. Aos 43, bola cruzada na área e Marco Júnior, atacante adversário de metro e meio de altura, aparece sozinho e cabeceia para um milagre impressionante de Martin Silva. Você vai se afundando na cadeira para no lance seguinte, a partir de um lateral, a bola cair no pé do centro avante do Fluminense e ele fuzilar cruzado, por baixo do goleiro, e decretar o empate que até os holofotes de São Januário sentiram que iria acontecer, mas não nosso técnico.

Estávamos com três laterais contundidos,o que obrigou Jorginho a  colocar Luis Gustavo na direita e o alucinante Henrique na esquerda. Incrivelmente, quando em campo, o jogo passa todo por ele. E as bolas voltam a partir desse momento. Cruzou umas oito bolas no jogo. Acertou uma, a do gol. As jogadas chegam nele e param. Não consigo compreender como um técnico que atuou em ambas laterais e é tetracampeão do mundo não faça esse cidadão treinar um, dois, dez, cem, mil cruzamentos até aprender que cruzar não é se livrar da bola jogando-a na área, na cabeça do primeiro beque.

Também não dá pra entender a quantidade de passes para trás que o Vasco pratica. Na abertura do segundo tempo, o Vasco trocou bolas improdutivas por quarenta segundos em seu campo de defesa. A jogada terminou com um cruzamento errado de Henrique, nas mãos do goleiro já com mais de um minuto passado. Juro que pensei em contar a quantidade de bolas recuadas, mas confesso que não tive paciência. O tempo gasto com essas bolas para trás é tempo jogado fora, e tempo de descanso para o adversário, que não sofre pressão, pode se reorganizar, marcar as jogadas…

Jorginho foi muito mal ontem. O time também. Jogamos dois pontos fundamentais no lixo. O ano vai ser longo. Cheio de aborrecimentos. Domingo, encaramos o Grêmio, um dos times mais fortes da competição. A necessidade de vitória só aumentou. Oremos.