A volta da nossa muralha

E para quem imaginava uma goleada hoje, o soneto saiu melhor do que a encomenda.  Tivemos até chance de vitória.  Mas depois que perdemos Paulinho, com luxação no cotovelo, o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro foi um resultado razoável.  Estamos vivos na Liberta e agora pegaremos o Racing Club na Argentina no dia 18 de abril.  O que vimos hoje foi um time consciente de suas limitações e que, com isso mostrou muita organização e competitividade. Tivemos chance com Paulinho, principalmente de fazermos o gol que nos daria a vitória.  Mas o empate nos deixa na briga a 3 pontos do líder Racing.

A exemplo do jogo contra o Botafogo que foi corrido e eletrizante, mais uma vez impomos correria contra um time mais forte tecnicamente. E tivemos chance para vencer. No começo, o Cruzeiro veio para cima, marcand nossa saída de bola. E aos 18 segundos, eles nos pressionaram e De Arrascaeta chutou para fora. A nossa proposta era jogar mais fechado para aproveitar e tomamos alguns sustos, como aos 7 minutos em que Rafinha cruzou para Thiago Neves se antecipar a Paulão e tocar rente ao travessão.  Pouco depois, aos 14, em cobrança de escanteio, Dedé cabeceou por cima do travessão.  A partir daí, o Vasco melhorou a marcação e passou a aparecer mais no jogo. E aí as chances começaram a aparecer. Primeiro em uma cobrança de falta de Rafael Galhardo em que Paulão apareceu e quase alcançou a bola; pouco depois, aos 34 minutos, a primeira boa jogada: tabela entra Paulinho e Wagner, este último cruza para Egidio colocar para escanteio.  E aos 38, Pikachu chuta e a bola bate em Léo e vai para escanteio. E parou por aó o primeiro tempo. E nossa defesa com atuação impecável. Paulão não perdeu uma sequer. E termina o insosso primeiro tempo.

Já o segundo tempo foi mais movimentado, pois o Cruzeiro resolveu nos pressionar. Mas o Vasco montou uma senhora muralha para resistir ao bombardeio azul. E o Vasco passou a aparecer mais no jogo e criou duas chances: uma aos 14 minutos onde ele chuttou para fácil defesa de Fábio.  Mas oas 17, a nossa melhor chance: Fabricio cruza, Wellington passa pela bola e Paulinho arremata no cantinho de Fabio que coloca para escanteio. A partir daí, a raposa aperta a marcaxção e empliha algumas chances, a primeira com Robinho aos 24 minutos em chute de longe e defesa de Martin Silva; e na sobra Sassá chuta e Martin Silva defende novamente. Aos 31, defende chute de Thiago Neves fora da área. O nosso ministro da defesa, cada vez melhor.  Com isso, o Cruzeiro sentiu o golpe.  Para nós tudo viável ainda em termos de classificação para a próxima fase.

Com tudo que ocorreu ontem podemos afirmar que se formos assim contra o Racing, podemos novamente tirar pontos fora.  Agora é virar a chave, pois temos decisão domingo e jogarmos da mesma forma.  Ao jogar como jogamos hoje, de forma organizada e compacta, podemos sonhar com dias melhores. Encontramos finalmente uma muralha que possa nos redimir no futebol brasileiro daqui a algum tempo.  A defesa hoje foi praticamente perfeita.