A irregularidade e os traumas cruzmaltinos

Uma vitória, duas derrotas. Duas derrotas, uma vitória.  Assim tem sido a campanha cruzmaltina esse ano. E isso tem gerado calafrios na outrora imensa torcida bem feliz.   O que se vê hoje é revolta, decepções. E mais uma derrota, dessa vez para o Botafogo, dentro de SJ.  SJ não tem feito a diferença como no ano passado.  Já é a segunda derrota este ano em nossa casa.

Na partida de hoje, o Vasco perdeu o jogo no primeiro tempo. Completamente apático, o time cruzmaltino andou em campo e o Bota se aproveitou disso, organizado na defesa e explorando as falhas de nosso lado esquerdo. E foi por ali, em cima do limitado Fabrício que saiu o primeiro gol aos 4 minutos. Jogada simples, 2 em 1 e Jean se aproveitou do espaço deixado bisonhamente pelo lateral e cruzou de forma meio esquisita; mas deu certo e a bola encontrou Kieza que ganhou na corrida de Luiz Gustavo e empurrou para a rede. Aos 7 minutos, o Vasco tentou o empate com Pikachu, que chutou rente à trave de Jefferson.  Mas também o Vasco não fez mais do que isso.  E aos 28 minutos, Fabrício faz falta no lado esquerdo de defesa.  Aguirre bate e Igor Rabello sobe mais do que Erazo, Andrey e Ricardo Graça e amplia o placar. Com 2 a 0 contra, restou a nossa equipe rezar para o primeiro tempo acabar.

No segundo tempo, o Vasco voltou com outra atitude. Com marcação alta no campo adversário, imprensou o Botafogo e aos 3 minutos Pikachu bate forte e Jefferson espalma para escanteio.  E aos 7 minutos, uma pintura em SJ: Andrey domina a bola e de fora da área desfere um chute preciso, sem chances para Jefferson, diminuindo a vantagem adversária logo no início. E até os 30 minutos,  imprensamos o Botafogo, sem darmos a menor chance a eles. Só que depois dos 30, dimunimos o ritmo e eles tiveram duas chances: uma com Kieza aos 32 e outra aos 37  minutos, ambas com defesas portentosas de Fernando Miguel, evitando um placar pior para os cruzmaltinos. E assim foi a derrota de hoje.

Com tantos problemas, jogadores contundidos, outros querendo aparecer da pior forma, brigas internas.  Infelizmente, a nossa caravela anda em mares bem turbulentos e está a deriva. E os traumas dos 3 rebaixamentos, sempre nos perseguem.  Sempre que nos aproximamos do Z4, sempre pensamos que se para lá formos, de lá não saímos mais.  Hoje estamos em décimo terceiro, podendo cair para décimo quarto. E com a demissão pedida há pouco, por Zé Ricardo, a tendência é de que os traumas voltem de forma ainda mais acentuada.  Oremos…