Zé Ricardo, Corinthians, eleições, punições

A partida de hoje, contra o Corinthians, será um grande indicador do que nos aguarda daqui para o fim do ano. Zé Ricardo, recém chegado, teve tempo para montar o time para talvez seu maior desafio na temporada. O líder do campeonato, em seu pior momento no ano, fora de casa.

Não vejo nada demais no time que enfrentaremos hoje. Tem uma forma de atuar muito previsível. Zé Ricardo já o enfrentou no segundo turno, quando técnico do império do mal. Não venceu o jogo por muito pouco. Ah, mas era o poderoso Flamengo que ele comandava e não este bando do Vasco, dirão muitos. Dai a importância da partida. Zé Ricardo já realizou esta tarefa com sucesso. Será capaz de repetir? Duas semanas terão sido suficientes para treinar o time?

A seguir, cenas.

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Fernando Horta lançou sua candidatura e o cenário dos próximos dois meses parece completo. Cinco candidatos, três deles entrevistados pelo Kiko, aqui pro Panorama. As próximas semanas serão usadas pelos candidatos em contatos e exibições de força – cada um mostrando seus eleitores, artistas, cantores, personalidades do futebol.

Aparentemente Horta consegue a proeza de tirar votos do atual presidente, que, esta semana, oficializou sua campanha numa tumultuada cerimônia em uma casa portuguesa, na Tijuca. No entanto, é cedo para saber o real estrago que a candidatura de Horta produz nas pretensões de reeleição do atual chefe. Horta conseguiu proezas no fechado mundo do samba. Em seu primeiro vídeo, em que é inicado por Miguel Falabella, justificou sua (não?) atuação deste ano, sob a sombra do grande líder, como um tempo de aprendizado, já que nunca atuou no mundo do futebol.

Horta será o ponto de desequilíbrio dessa balança. Não se sabe sequer se ele é “situação” ou “oposição”.

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Esta semana, todos vimos mais uma vez o Vasco populando as páginas policiais, com o ministério público pedindo a saída do atual mandatário da presidência do clube – medida posteriormente revogada. Ninguém aguenta mais ver o clube passando por isso e todos os créditos por essas tristezas devem ser dados à atual diretoria – na qual se insere o candidato Horta.

No entanto, existe uma enorme diferença entre a instituição Vasco da Gama e a diretoria que hoje o desgoverna. A defesa do Vasco da Gama, de sua história e de sua torcida, não pode depender de opções políticas.

Em Janeiro de 2017, o senhor Flavio Godinho, então vice presidente de futebol do Flamengo, foi preso pela operação Lava Jato. Nenhuma investigação passou sequer por perto da Gávea. Matérias se apressaram em desfazer qualquer possibilidade de associação entre as duas atribuições do cidadão. Trocando em miúdos: fulano está sendo preso por sua atuação no emprego A, mas no emprego B ele era um autêntico santo, de forma que não se precisa investigar nada do que ele tenha feito ao ocupar esse cargo. Não se está aqui questionando o fato de ser ou não culpado dos malfeitos dos quais foi acusado. Mas da incrível dissociação das duas atuações.

Ninguém questionou.

Fomos, mais uma vez, severamente (e merecidamente) punidos pelo caos em São Januário, naquela terrível noite em São Januário. Dias e dias de matérias sentando o pau no Vasco e na nossa torcida.

No sete de setembro, a torcida do Flamengo protagonizou o horror no entorno do Maracanã, com confronto entre facções, invasão do estádio, e tudo aquilo que já sabemos de cor.

As matérias tinham tom pastel. Tudo embrulhado para presente, com a “nação” empurrando o time. Gente gritando e torcendo feliz. Pena que houve confusão.

E ainda assim, tem muito vascaíno que acha que a “flapress” é mania de perseguição e que a única forma de passar por isso é ignorar. Discordo. Temos de combater os dois pesos e duas medidas no futebol. Não é exclusividade do Vasco. O favorecimento, nesse ponto, está do outro lado da balança.

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Começo hoje a minha própria enquete: quem você quer ver na presidência do Vasco? A diferença entre as milhares de enquetes que vemos por ai é que estou perguntando isso para meus amigos não-vascaínos. Daqui a uma semana apresento minhas respostas.

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Todo mundo fala do pênalti inexplicável perdido pelo Edmundo naquela final de mundial contra o adversário de hoje, o Corinthians. Mas o lance com o qual tenho sonhos – mesmo! – várias vezes é a bola em que Juninho entra sozinho pelo bico da pequena área e, inexplicavelmente, ao invés de furar a rede de Dida, resolve cruzar para o meio da área, cheia de beques. Vou morrer sem entender o porquê daquela falta de coragem.

 

 

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