Esperavam diferente?

O primeiro jogo do Vasco, no Brasileirão 2017, foi uma bizarra amostra de que este será um ano longo e tenebroso. Na verdade, essa “profecia” foi dada no primeiro jogo do Carioca. Quem esteve no Engenhão naquele 3×1 que o Fluminense aplicou, notou que para o Campeonato Brasileiro, teremos 38 agonias para passar (e ver, caso tenha estômago ou coração). O time é uma piada pronta desde o fim do ano passado e muitos dão como fato consumado, uma caminhada para a segunda divisão em 2018.

Não dá para crer que um time com tamanha tradição, mal se mantém sobre as próprias pernas. Não há Martin Silva que possa segurar tudo. Sem meio de campo para a criação e ligação, sem defesa e com jogadores de frente com mais de 30 anos e sempre jogando no sacrifício. Seria mais fácil botar logo o sub-20 para jogar no lugar, que certamente, teríamos menos a gastar com Dorflex.

O Vasco hoje é um reflexo do nosso país. Gigante por natureza, mas tomado pela corrupção de quem deveria tomar conta dele e com pessoas desmotivadas para seguir em frente. Não há como jogar tendo amor à camisa dessa forma. É como sempre esperássemos um “Fora!” para o mandatário-mor e uma ilusão de quem o substituir, para novos vôos e sonhos. Mas todos nós sabemos que isso não acontecerá tão cedo.

Fazer uma resenha do jogo de ontem parece impossível de ser feita com um mínimo de originalidade. É chover no molhado, mesmo. Os erros são os mesmos, os personagens são os mesmos, só muda o coadjuvante e o cenário. Há de convir que as cenas dos próximos capítulos não vão dar aquele gosto de ansiedade e espera para ver como será.

A única e grande esperança é que temos torcedores pelo país que sabem e encaram o Vasco mais do que um time. É paixão e religião ao mesmo tempo. Transcende à sua própria história. E é com isso que todos nós contamos. Dar as costas para o que está vigente e lutar por mudanças imediatas. Já sabemos que este ano, a luta é para não cair e o título é impossível (esperando que esteja queimando a língua), só que já passou da hora de se ver mudança de aspecto.

Vamos correr atrás desse prejuízo de 30 anos, antes que o nepotismo comece a tomar conta e que a mesmice traga dias ainda piores.

Nós somos os Gigantes!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 me restam!